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Opinião Literária: Holly Ringland - As Flores Perdidas de Alice Hart

As Flores Perdidas de Alice Hart
de Holly Ringland 
Título Original: The Lost Flowers of Alice Hart
ISBN: 978-972-0-03062-7
Edição ou reimpressão: 09-2018
Editor: Porto Editora, S.A.
Páginas: 400
Género: Romance
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Goodreads: 4,13✯ (aqui)

Sinopse:
Um romance sobre as histórias que deixamos por contar e sobre as que contamos a nós próprios para sobrevivermos.
Alice tem nove anos e vive num local isolado, idílico, entre o mar e os canaviais, onde as flores encantadas da mãe e as suas mensagens secretas a protegem dos monstros que vivem dentro do pai.
Quando uma enorme tragédia muda a sua vida irrevogavelmente, Alice vai viver com a avó numa quinta de cultivo de flores que é também um refúgio para mulheres sozinhas ou destroçadas pela vida. Ali, Alice passa a usar a linguagem das flores para dizer o que é demasiado difícil transmitir por palavras.
À medida que o tempo passa, os terríveis segredos da família, uma traição avassaladora e um homem que afinal não é quem parecia ser, fazem Alice perceber que algumas histórias são demasiado complexas para serem contadas através das flores. E para conquistar a liberdade que tanto deseja, Alice terá de encontrar coragem para ser a verdadeira e única dona da história mais poderosa de todas: a sua.
Sobre a Autora:
Holly Ringland cresceu, rebelde e de pés descalços, no jardim tropical da mãe, no norte da Austrália. Quando tinha nove anos, a sua família viveu numa caravana durante dois anos, viajando de parque em parque natural, na América do Norte, uma experiência que despertou em Holly o interesse pelas culturas e histórias dos lugares. Já na casa dos vinte anos, trabalhou durante quatro anos numa comunidade remota indígena no deserto central australiano. Mudou-se para Inglaterra em 2009 e fez uma especialização em Escrita Criativa na Universidade de Manchester em 2001. Agora vive entre o Reino Unido e a Austrália.

A Minha Opinião:
  Eu e este livro... este livro e eu...
  Quero agradecer à editora que muito gentilmente me surpreendeu com este livro na minha caixa do correio, com todo um embrulho fantástico.
  O livro acompanha a vida de Alice Hart. Inicialmente ela tem 9 anos e vive com os pais perto da praia. Contudo se a relação com a mãe é cheia de amor, com o pai é bipolar, pois ele tanto é simpático, como se torna rapidamente agressivo. Num incêndio na sua casa, Alice vai viver com a avó paterna, contudo tem diversas dificuldades em conectar-se com ela, muito por questões do passado relacionada com o seu passado. Na quinta da avó, Alice entra no meio das flores, aprende o que elas significam e cresce com elas. Acompanhamos assim a evolução da Alice até quase aos 30 anos, percebemos o que viveu e o que sofreu, esperando sempre saber a verdade sobre a sua família.
  Eu estou desde Outubro de 2018 a ler este livro, e só em Março o acabei definitivamente, e muito deve-se à personalidade da Alice. Não me conectei com ela, mesmo percebendo o seu sofrimento, senti uma dificuldade imensa, e principalmente até ela se tornar efectivamente adulta. Não é difícil entender algumas das suas atitudes, tendo em conta tudo aquilo que passou na infância, mas a forma como ela tratava a avó, ou melhor, o que pensava, eu ainda não entendo. Contudo um livro com mais segredos de família que este ainda não encontrei, e mais uma vez, é recorrente na literatura, preferem omitir as coisas.
  Quanto ao desenvolvimento da história, a parte que eu mais gostei foi a última e para mim curta demais. Mas sem dúvida que a mais importante e que define a história a primeira, porque a personalidade da Alice cria-se ali, e depois tem impacto em todo o resto.
  Eu ouvi críticas fantásticas sobre este livro, quase todas as pessoas que deram a sua opinião sobre o livro adoraram, e recomendam. Eu apesar de não ter sido um dos melhores que li, não é porque o livro seja mau, porque não é. A escrita da autora é fluída, e surpreendente para um primeiro livro, a história tem todos os ingredientes para o sucesso que realmente fez, eu quero ler mais livros escritos por ela.
  Parece um cliché dos términos das relações de amor, mas o problema foi meu. Ao longo da nossa jornada enquanto leitores vamos percebendo que nem todos os tipos de livros são para nós, e dramas familiares não é de momento para mim. Provavelmente vai mudar, espero que sim, mas é o que eu sinto neste momento.
  Contudo, volto a frisar que recomendo este livro, para quem gosta de dramas e segredos de família, de injustiças, de histórias fortes e intensas, e principalmente de flores. E parece que vai haver filme, eu estou sem dúvida curiosa para saber o que vai sair dali.
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