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Opinião Literária: Danielle Steel - Uma Paixão

Uma Paixão
de Danielle Steel 
Título Original: Heartbeat
ISBN: 9789722517768
Edição ou reimpressão: 07-2008
Editor: 11 X 17
Idioma: Português
Páginas: 400
Género: Romance Contemporâneo
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Goodreads: 3,79✮ (aqui)

Sinopse:
Devido a uma fulgurante carreira, Bill Thipen não se apercebeu de que o seu casamento estava à beira da ruptura. Agora, nove anos depois, tem uma vida equilibrada mas solitária. Adrian Townsend pensava que tinha tudo: um trabalho de que gostava e um marido atraente. Era o Sonho Americano, até que ficou grávida. Subitamente, o seu mundo desmorona-se e transforma-se num caos. Bill e Adrian encontram-se casualmente e percebem que ambos desejavam algo mais da vida. Duas pessoas sensíveis e os obstáculos que terão de ultrapassar à medida que a sua amizade se vai transformando em amor.

Críticas de Imprensa
«Os romances de Danielle Steel narram as coisas da vida. É impossível saltar uma página, acontece alguma coisa a cada vírgula. Suspense, angústia e lantejoulas alternam com o desespero e o conto de fadas.»
L'Événement du Jeudi

A Minha Opinião
Este foi a minha companhia de comboio desde Dezembro, e com as férias de natal e os exames, só em fevereiro quando regressei à faculdade, voltei a pegar nele.
Sempre com histórias reais, neste livro entramos no mundo de Hollywood. De um lado temos Adrian, diretora de jornal e considera que a sua vida é perfeita. Um trabalho que gosta e recebe bem, um casamento perfeito, o que poderia querer mais? Na realidade nada, mas quando engravida do marido, o mundo perfeito começa a desmoronar, porque este não quer ter filhos. Do outro lado temos um argumentista de uma série famosa que é gravada em direto, Bill. Divorciado, e a viver longe dos filhos, Bill refugia-se no trabalho e em relações efémeras. Nenhuma mulher lhe desperta o interesse, até quase atropelar Adrian no supermercado, só que ela é casada.
Como em todos os seus livros, a autora, trás-nos personagens reais nos seus medos e nas suas ambições, mas desta vez não me conquistou tanto. Se por um lado, o Bill me arrebatou pela simplicidade e descontracção, focado na família e no que ela representa para ele, no caso dos filhos, do outro a Adrian não me agradou tanto. Por mais que compreenda o lado dela, acaba por ser muito ingénua, com fé no marido, que não vale nada, a única coisa que vale nele é o Porsche que conduz.
Quem costuma acompanhar as minhas opiniões, já deve ter percebido que não gosto de descrições nem da falta delas quando são necessárias, e este peca pela primeira. Foca-se tanto tempo no drama que a Adrian está viver, que depois desenrola tudo muito depressa, e acaba quando eu estava realmente a entrar na história, e tive pena por isso.
Estive muito indecisa quanto à classificação a dar, porque eu tinha expectativas, mas o facto de nas últimas 200/150 páginas me ter agarrado e finalmente me ter feito entrar na história, eu resolvi dar 3 estrelas.
Não quer dizer que eu não recomende o livro, a história é bonita, mas com demasiado drama para mim. Eu gosto de histórias com q.b. de drama, mas quando vou ler um romance espero ver mais romance, e não só a partir de metade do livro.
Mas em suma, para quem gosta de drama, acho que vai gostar deste livro, porque um homem que não aceita a mulher grávida dele, e quer que ela aborte e esta não quer, acreditem que dá muito drama.
A Minha Classificação

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Opinião Literária: Heather Gudenkauf - Teia de Mentiras

Teia de Mentiras
de Heather Gudenkauf 
Título Original: Missing Pieces
ISBN: 9789898839879
Edição ou reimpressão: 05-2016
Editor: TopSeller
Páginas: 320
Género: Thriller
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Goodreads: 3,67✮ (aqui)

Sinopse:
Jack Quinlan viveu assombrado durante décadas pelo assassínio brutal da sua mãe, cujo corpo foi ele que encontrou, em adolescente, no celeiro da quinta da família. Na altura, o caso abalou a pequena cidade de Penny Gate, à qual Jack evitou regressar durante anos.
O passado nunca fica esquecido.
Quando a sua tia Julia sofre um acidente e acaba em coma no hospital, Jack e a mulher, Sarah, veem-se obrigados a enfrentar o passado de que Jack vinha a fugir. À medida que a verdade sobre o acidente de Julia começa a revelar-se e este se transforma num caso de polícia, Sarah apercebe-se de que nada sobre a família do marido é o que aparentava ser.
Onde está a verdade?
Apanhada numa teia de mentiras e de perguntas sem resposta, Sarah mergulha no confuso passado de Jack à procura da verdade. No entanto, quanto mais se vê envolvida, mais difícil se torna para ela escapar de uma realidade para a qual poderá não estar preparada.
Num crescendo de ritmo e ação, este é um thriller de conspiração internacional com um final alucinante, que os amantes do género não podem perder.

A Minha Opinião
Nunca tinha ouvido falar deste livro ou da autora, mas quando o vi na estante dos destaques da biblioteca, não resisti a pegar-lhe, afinal não tinha nada a perder.
A história começa com Jack a receber um telefonema da sua família a dizer que a sua tia Julia caiu das escadas e está muito mal no hospital. Jack, para quem Julia era como uma mãe, parte para Penny Gate com Sarah, a sua esposa, para ver a família coisa que não faz desde do casamento do primo, porque lhe custa voltar ao passado traumático que teve naquela cidade. A questão é que Sarah não sabe exatamente qual é esse passado, tendo apenas conhecimento de fragmentos da história, que quando chega a Penny Gate, descobre que não passam de mentiras. Na cabeça dela, uma jornalista de investigação, pairam as dúvidas, e o sentimento de estar casada há 20 anos com um homem de quem pouco conhece, e é ali em Penny Gate que Sarah começa a deslindar tudo o que se passou, e a cada passo que dá percebe que o seu casamento pode acabar.
Eu parti para o livro sem expectativas, apesar de o enredo prometer uma história de suspense constante, com ritmo, sinceramente até meio do livro não o senti. Até a Sarah se deparar com as mentiras a sério, e com a vontade de descobrir a verdade, o livro não passa dos pensamentos de Sarah sobre tudo o que se está a passar, pois o livro é sob o seu ponto de vista, mesmo que narrado na terceira pessoa.
Para quem gosta de dramas familiares, provavelmente irá gostar, porque isto é grande drama de família com muitos segredos obscuros para Sarah, porque o resto da cidade sabe o que se passou, só ela é que não, e Jack nem lhe dá espaço para ela perguntar, o que é mau, mas ela também se sente mal por o obrigar a relembrar tudo o que se passou, sendo que sabe que o traumatizou bastante.
As personagens do livro são interessantes, eu só perto do final é que cheguei à conclusão do culpado, porque qualquer um deles pode ser, têm todos motivos e oportunidade para o fazer. Isto, porque a queda da Julia, pode não ter sido um descuido, e a polícia local começa a investigar, e visto que a família não é nova naquelas andanças. É como um reviver do passado para todos eles, exceto Sarah, que apenas descobre a vida passada da pessoa com quem está casada à 20 anos e tem duas filhas.
Em suma, não é um livro de cinco estrelas, tem muitas partes enfadonhas, e precisava de mais ritmo no inicio, mas não é mau de todo, para quem gosta de segredos de família cabeludos, mentiras e drama, provavelmente vai apreciar este livro mais que eu, porque mentiras é o que não falta nesta história.
A Minha Classificação

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Cinema: Status Update

De: Scott Speer
Com: Ross Lynch, Olivia Holt, Gregg Sulkin, Harvey Guillen, Brec Bassinger
Género: Romance, Comédia, Fantasia
País: Estados Unidos da América
Duração: 106 Minutos
Ano: 2018
IMDB: 5,8/10 ✮

Sinopse:
Kyle Moore é um adolescente que depois de ter sido arrancado da sua casa pela separação dos pais e incapaz de se adaptar à sua nova cidade, se depara com uma aplicação mágica que faz com que suas atualizações na rede social se tornem realidade.
Trailer:

A Minha Opinião:
Desde que o filme saiu que estava na minha lista para ver, e só agora com umas mini-férias tive oportunidade de o ver.
O filme é a história de Kyle, um rapaz que depois do divórcio dos pais, é obrigado pela mãe a ir viver com ela, deixando o pai na Califórnia. A sua adaptação à nova escola está longe de ser boa. Sem amigos, começa logo a arranjar inimigos no primeiro dia, e logo os da equipa de hóquei patins, os reis do Liceu. Numa brincadeira estúpida partem-lhe o telemóvel, e ele não tem opção senão ir arranjá-lo, mas aquilo não tem muita solução. O homem da loja, que tem um ar meio marado, dá-lhe um novo telemóvel com uma app, que lhe vai mudar a vida, é uma rede social em que tudo o que ele publicar se torna real. Só que se de inicio a coisa parece engraçada e rapidamente passa ao pesadelo, porque ter tudo o que queremos, nem sempre é bom.
Este é daqueles filmes adolescentes, que podem nem ser grande coisa, mas eu gosto. Trazem sempre um mensagem para quem os vê e principalmente são para entreter. Eu não vou ver isto para aprender alguma coisa, vou porque me quero distrair e divertir.
Eu também tinha uma motivação extra, tinha três atores de que gosto muito, dois que foram da Disney, Olivia Holt e o Ross Lynch, e da Nickelodeon a Brec Bassinger. Quantas vezes não vamos ver um filme só por os atores? 
Tinha visto também no youtube, duas músicas do filme que me deixaram curiosa, uma original, chamada Drowing, e Locked Out Of Heaven, uma versão da música do Bruno Mars.

O filme transmite uma mensagem de que devemos ter cuidado com aquilo que desejamos, pois podemos magoar pessoas de quem realmente gostamos, e também a nós próprios. Que os melhores amigos que podemos ter são os que nos aceitam por aquilo que nós somos, e os que o fazem por aquilo que parecemos ser ou que temos.
Em suma, está longe de ser uma obra de arte, ou de ser abrangente para todos os públicos. É um filme de adolescentes, e na minha opinião para os próprios, ou para pessoas mais velhas que gostem deste género de filmes, porque não tem uma carga dramática como alguns filmes de adolescentes têm, mas não deixa de passar uma mensagem importante.


A Minha Classificação

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Cinema: A Mulher-Maravilha

Título Original: Wonder Woman
De: Patty Jenkins
Com: Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright , David Thewlis
Género: Ação, Aventura, Fantasia
País: Estados Unidos da América
Duração: 141 Minutos
Ano: 2017
IMDB: 7,5/10 ✮

Sinopse:
Themyscira é uma ilha paradisíaca onde nasceu Diana, filha única de Hippolyta, rainha de uma tribo de amazonas. Com poderes sobre-humanos, desde criança que foi protegida do mundo exterior e treinada para ser uma guerreira imbatível. Quando conhece Steve, um piloto norte-americano cuja avioneta se despenha na ilha, percebe que, enquanto ela e a sua tribo vivem pacificamente na ilha, o resto do mundo está mergulhado num conflito global que parece não ter fim. É então que percebe que os seus superpoderes podem ser usados na luta contra o mal. Apesar da relutância da rainha em que ela abandone o reino para combater forças desconhecidas, Diana sabe que é chegado o momento de cumprir o seu destino, usando todas as suas forças para ajudar a terminar a guerra.
Com realização de Patty Jenkins ("Monstro", que valeu a Charlize Theron o Óscar de Melhor Actriz) e argumento de Allan Heinberg, um filme de acção e aventura que se baseia numa das mais representativas personagens da DC Comics. O elenco inclui Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Connie Nielsen e Elena Anaya. (in PÚBLICO)

Trailer:

A Minha Opinião:
Eu estou à tanto tempo para ver este filme, que provavelmente se não tivesse dado na televisão ainda hoje estava por ver, e eu adoro filmes de super heróis (principalmente o meu Batman).
Muito se falou deste filme, que era muito melhor do que o que tinha sido feito pela DC nos últimos tempos, mas apesar da curiosidade, não tinha havido oportunidade.
O filme conta a história de Diana, uma guerreira amazona imortal, e obviamente com super-poderes. Criada para combater Ares, o Deus da Guerra, ela cresce a ser treinada para a sua missão, mas sem saber realmente o seu potencial, pois a mãe, a Rainha das Amazonas, Hippolyta, quer protege-la a todo o custo. Mas quando uma aeronave cai na ilha, Diana salva um homem que diz que a sua missão é parar a Guerra, e ela mesmo contra a vontade da mãe, vai com ele para Inglaterra para ajudar a terminar com a guerra e derrotar Ares
Eu tinha expectativas altas, ouvi falar maravilhas do filme, mas a primeira metade, na minha opinião deixou a desejar. Eu sou uma pessoa que gosta num filme de ação de pancadaria de qualidade, e tirando as habilidades das Amazonas no inicio, que são deveras impressionantes, não houve mais nada até à transformação de Diana, no que se conhece hoje, como Mulher Maravilha. Por falar em transformação/vestir o fato, tenho diversas dúvidas quanto ao método, mesmo sendo um filme de fantasia, porque ela tira um gancho do cabelo, abana-o e está vestida. Obviamente que me sinto defraudada, ao menos fazia alguma coisa com o capuz, ou algo mais original...
Depois disso houve realmente ação no filme de qualidade, mas até aí a coisa estava a tornar-se muito maçuda, talvez por ser um filme introdutório da personagem, e tem que apresentar as suas origens para que o público perceba qual é a sua história, mas espero que no próximo a coisa melhore, porque eu gostei da personagem na Liga da Justiça, e quero ver mais do que ela é capaz.
Talvez eu esteja a ser picuinhas, mas não sei se estivesse a ver o filme no computador se das duas uma, avançava algumas partes ou simplesmente parava. Esse é o meu mal, ou me cativa e eu não consigo parar, ou por outro lado a coisa tem que ser tirada a saca rolhas.
Uma coisa interessante é que é bom que façam filmes sobre mulheres super-heroínas, não há só homens, e espero que cada vez mais se veja isso, tanto nos filmes, como nas séries. São dois passatempos que estão a dominar o mundo, e tem de haver diversidade, na minha opinião.
Contudo em relação ao filme, a questão é: Achei o filme interessante? Sim, dentro daquilo que era o pretendido para a introdução de uma super-heroína nos cinemas. Para quem gosta deste género deve ver? Sim, porque senão o próximo deve ficar um bocado fora de contexto, apesar de não saber em que parte da história vão pegar.
Em suma, apesar de não me ter enchido completamente as medidas, aconselho que vejam, principalmente para quem gosta de super-heróis e gosta de saber a história deles. Ao nível das interpretações, está muito bom, eu não conhecia a Gal Godot, mas gostei bastante, e o Chris Pine também, mas esse eu já conhecia. 
A Minha Classificação:

Agora é ver o Aquaman, em que as expectativas estão bem altas, alguém já viu?
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Opinião Literária: Megan Maxwell - Passa a Noite Comigo

Passa a Noite Comigo
de Megan Maxwell 
Título Original: Pasa la noche conmigo
ISBN: 9789896579241
Edição ou reimpressão: 11-2017
Editor: Editorial Planeta
Páginas: 560
Género: Romance, Literatura Erótica
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Goodreads: 3,83✮ (aqui)

Sinopse:
Um romance atrevido e contemporâneo! Uma história de amor que faz sonhar, com ritmo, paixão e sentimentos à flor da pele. Este livro é uma sequela da série Pede-me O Que Quiseres. Recheado de amor, luxúria e sexo, tem uma história de amor bastante forte com a componente erótica própria deste género. Fará as delícias das fãs da autora e das leitoras mais românticas.

A Minha Opinião
Eu iniciei-me nesta leitura devido a ser uma leitura conjunta entre os membros do desafio literário da "Viciada Em Livros", senão provavelmente não leria Megan Maxwell tão cedo.
Este livro é uma espécie de Spin-off da série "Pede-me o Que Quiseres", mas não é necessário ter lido algum dos livros da série para perceber este, vai dar alguns spoillers, poucos na realidade, nada que, no meu caso, eu já não soubesse, porque a Judith e o Eric são personagens muito secundárias na história.
O livro começa no Brasil, quando tanto Denis, como Lola e Priscila, irmãs, estão na porta de embarque no fim das férias. Denis assiste a uma discussão entre as duas irmãs, em que Priscila não quer regressar pois apaixonou-se por um brasileiro, e fica encantado com Lola, e pegue à rapariga que o coloque sentado ao lado de Lola no avião, e depois de muito custo consegue meter conversa com ela, e depois de uns problemas no avião e de uma aterragem forçada em Madrid, eles acabam por se envolver, mas nunca mais pensam que vão meter os olhos em cima um do outro para tristeza de Denis. Só que o destino dá voltas, e Denis muda-se para Londres para dar aulas de Matemática num colégio reputado, que é do pai de Lola, e qual não é o espanto quando a vê lá e descobre que ela é casada, contudo o desejo por ela não diminui por mais que ele o reprima.
Foi um livro que me surpreendeu, no "Pede-me o Que quiseres" eu disse que não gostava da escrita da autora, mas acho que o problema era da personagem principal. Este é contado na terceira pessoa, e alterna entre o ponto de vista de Denis e Lola, e algumas vezes também de Priscila, o que torna a história mais dinâmica, e as personagens também mais reais.
De todas as personagens, o Denis é o mais constante, playboy, não acredita em relações sérias, vive bem com sexo casual, e frequenta clubes de sexo (onde pelo que deu a entender conheceu a Judith e o Eric), já Lola, apesar de também gostar de os frequentar, as experiências dela não chegam nem perto das de Denis, sendo tudo mais frio.
Gostei da interação deles, porque até 1/4 do livro é do estilo cão e gato, e até eles abrirem o jogo um com o outro é assim que continua, e só depois é que as coisas melhoram, mas por pouco tempo.
A personagem que mais me enervou foi o Justin, o marido da Lola, porque é um homem de quase 50 anos, que parece uma criancinha de 10 anos, ou um rapaz de 15, com as hormonas aos saltos. Enfim... se eu fosse a ela matava-o.
Em suma, para quem gosta de livros de conteúdo erótico, recomendo, tem "cenas" para todos os gostos, mas a maioria é mesmo de sexo explícito. Por outro para quem não gosta deste género, não recomendo, contudo tive um choque menor do que no "Pede-me o Que Quiseres", talvez por já ter lido aquele tipo de descrição.
A Minha Classificação

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Opinião Literária: Laura Kinsale - O Príncipe da Meia-noite

O Príncipe da Meia-Noite
de Laura Kinsale 
Título Original: The Prince of Midnight
ISBN: 9789892343822
Edição ou reimpressão: 01-2019
Editor: Edições Asa
Páginas: 496
Género: Romance
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Goodreads: 3,80✯ (aqui)

Sinopse:
Lady Leigh Strachan tem sede de vingança. Após o violento massacre da sua família, está determinada a ver sofrer aqueles que lhe destruíram a vida. Mas, para isso, precisa de aprender a disparar uma pistola, a manejar uma espada, a montar um cavalo… e a única pessoa que a poderá ajudar é o lendário Seigneur du Minuit – o Príncipe da Meia-Noite.
Mas, ao encontrá-lo, Lady Leigh depara-se com um cenário inesperado: o outrora ágil e sedutor salteador encontra-se debilitado e a viver num castelo em ruínas com apenas um lobo por companhia. A jovem, porém, não desiste. Pois não acredita na derrota do herói cuja fama ainda corre de boca em boca... e não resiste ao seu olhar, no qual brilha ainda uma chama feroz. 
Conseguirá Leigh despertar o tão amado Príncipe da Meia- -Noite, fazer correr novamente nas suas veias o sangue de um bandido? 
E será isso que ela realmente quer?

Sobre a Autora
Laura Kinsale, autora bestseller do New York Times, é vencedora do prémio Best Book of the Year
da Romance Writers of America, e presença frequente nas listas de nomeados. Após uma breve carreira como geóloga, dedicou-se inteiramente à escrita. Flores da Tempestade, publicado pela ASA, foi eleito pelos leitores da Glamour Magazine e do Washington Post como Uma das Melhores Histórias de Amor de Sempre.
Laura e o marido dividem o seu tempo entre Santa Fé e o Texas.

A Minha Opinião:
  Desde já quero agradecer à editora por me ter disponibilizado o livro.
  Apesar de já ter ouvido falar da autora, esta foi a minha estreia com ela e sem dúvida que foi uma surpresa. Quero ler mais coisas dela, disso não tenho dúvidas.
  O livro conta a história de S.T. e Leigh, ele um salteador exilado em França para proteger o seu pescoço, e ela uma donzela que procura a vingança pela a morte da família. Leigh procura por Seigneur du Minuit, o príncipe da meia-noite, que não passa de uma lenda de uma espécie de Robin dos Bosques, mas ela acredita que se o encontrar conseguirá convencê-lo a ensiná-la a manusear uma espada para matar quem destruiu a sua família. Contudo quando o encontra, fica desiludida, pois ele está longe dos seus tempos de glória e não lhe servirá de nada. Só que ele resolve provar que ela está errada e que a poderá ajudar.
  A história surpreendeu-me logo pelas personagens. Por um lado S.T. é uma espécie de romântico incurável. Ele consegue que as senhoras se derretam aos seus pés, apenas por ser simpático e atencioso, mas no passado acabou sempre por se desgraçar com as que realmente queria, principalmente a última, a mulher que o levou a ter de se exilar. Até com os animais ele tem uma paciência de ouro. O seu animal de estimação é um lobo, que acaba por agir como um cão, que adora S.T., e por quem este faz tudo. O mesmo acontece com os cavalos, ele consegue domá-los e ensinar-lhes imensas coisas, simplesmente porque não tenta apressar nada, age sempre com calma. Do outro lado temos Leigh, que eu apelido de portão de quinta, porque ela é prática e tem a emoção de um objecto inanimado. O S.T. diz-lhe coisas bonitas e ela chama-lhe tolo e que ele vive num mundo de fantasia, o que destrói por dentro. Contudo eu acredito que lá dentro bata um coração, porque apesar de não ser lá muito simpática, ela preocupa-se com o S.T. e tem medo que ele seja apanhado e que vá preso.
  Quando a desenvolvimento de todo o enredo, foi sem dúvida uma surpresa, eu não sabia bem o que esperava que ocorressem, mas tinha umas ideias gerais, que não aconteceram. Constantemente a história se foi alterando, havendo descobertas quanto à morbidez da qual Leigh fugiu. Acho que isso foi o que mais me inervou na história, porque a religião perturbou o equilíbrio da vila e na minha opinião transformou-a numa fantochada, de mulheres submissas e ocas e que espero que não exista na vida real, porque aquilo é uma estupidez.
  Na minha opinião este livro, apesar de originalmente já ter 29 anos, aborda, na segunda metade da história, um assunto que nunca sai de moda, que é a influência da religião na vida das pessoas, e eu acho que independentemente da desta, as pessoas tem de ter capacidade de reflectir sobre aquilo que lhes é dito e não agir como rôbos. 
  Em suma, eu super recomendo este livro, principalmente a quem gosta de romances de época, mas acima de tudo a quem gosta de histórias diferentes. Com uma escrita fluída, mas sem perder nenhum detalhe, a autora oferece-nos uma história que está longe de ser como tantas outras, tem ação e romance, fala sobre aceitarmos as nossas capacidades e ao mesmo tempo tentar superar-nos, e em paciência e vingança, que é o mote para livro. 
Classificação

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Opinião Literária: Rowan Hisayo Buchanan - Inofensivas, Como Tu

Inofensivas, Como Tu
de Rowan Hisayo Buchanan 
Título Original: Harmless Like You
ISBN: 9789725306161
Edição ou reimpressão: 07-2018
Editor: Bizâncio
Páginas: 352
Coleção: Montanha Mágica
Género: Romance, Ficção
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Goodreads: 3,82 ✯ (aqui)

Sinopse:
Em 1968, Yuki tem 16 anos e não tem um único amigo em Nova Iorque. É o ano em que os seus pais regressam a Tóquio. No entanto, Yuki decide ficar.
Em 2016, Jay, o filho de Yuki, torna-se pai, convicto de que tem um casamento feliz. É o ano em que confrontará a sua mãe, que o abandonou quando tinha apenas dois anos.
Escrito com inquietante beleza, Inofensivas, Como Tu é um romance pleno de suspense acerca das complexidades da identidade, da arte, das amizades da adolescência e dos laços de família que, em última instância, nos coloca perante a questão: Como abandona uma mãe o seu filho?
Uma narrativa brilhante de amor, solidão e reconciliação.

Sobre a Autora:
Rowan Hisayo Buchanan é uma escritora de múltiplas origens (o pai inglês, a mãe americana e neta materna de um japonês e de uma chinesa) que vive a sua vida entre Londres e Nova Iorque. 
Formou-se na universidade de Columbia e mais tarde fez um mestrado em Wisconsin-Maddison. 
Atualmente faz o doutoramento na universidade de East Anglia.
Já publicou contos no The Guardian, Granta, The Harvard Review, entre outras publicações.

A Minha Opinião:
Desde já quero agradecer à editora por me ter disponibilizado o livro.
A história passa-se em dois tempos distintos, 1968 e em 2016. Inicialmente temos Yuki, uma adolescente japonesa que vive com os seus pais em Nova Iorque, mas que nunca consegue sentir-me bem-vinda na escola e não tem qualquer jeito para nenhuma das disciplinas a não ser desenho, mas disso o pai não gosta. Quando finalmente arranja uma amiga, Odile, é a altura de regressar ao Japão, mas Yuki consegue convencer os pais a ficar, e vai viver com Odile, e é aí que a verdadeira aventura começa. Depois em 2016, temos Jay, filho de Yuki, que após a morte do pai, tem que procurar a mãe, que nunca conheceu, por causa da herança. Ao conhecer Jay, percebemos como o afastamento da mãe o condicionou, e de como ele coloca algumas culpas nela das atitudes que tem.
Admito já que foi um livro que me surpreendeu, mas que ao mesmo tempo me soube a pouco.
Surpreendeu-me pela escrita da autora, pela forma como ela criou a Yuki, e ao mesmo tempo o Jay. Se por um lado a narrativa da Yuki, na terceira pessoa, era mais pesada, dramática e intensa por tudo o que ela passou, a de Jay, na primeira pessoa, é mais leve e até com algumas piadas, porque ele acabava por gozar com ele próprio. Este equilíbrio permite a leitura flua melhor, e que para quem não é tão fã de histórias dramáticas, ajuda bastante.
Quanto à evolução da história, em partes surpreendeu-me, mas noutras nem por isso. O facto de ela ir viver com a sua melhor amiga, na minha cabeça tinha tudo para correr mal desde inicio. Uma coisa é verem-se todos os dias, outra é viverem juntas, mas quando se é adolescente não se tem a noção disto, mas até acho de a Yuki reagiu bem, dentro do que era possível na altura, mas acabou por crescer muito depressa.
Por outro lado soube-me a pouco porque queria mais. Eu sei, queixo-me constantemente disto, mas neste senti que acabou sem me explicar exactamente tudo o que eu queria durante o livro.
Tirando isto, fiquei fã da autora, ainda não há mais livros dela editados em Portugal, mas espero que isso mude em breve.
Para quem gosta de livros com histórias de vida que nos fazem pensar na nossa, recomendo este livro. A autora faz-nos viajar por uma América dos anos 60, onde as mentalidades eram diferentes e que quem era diferente era olhado de lado.
Classificação:

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Opinião Literária: Elizabeth Hoyt - Coração Selvagem

Coração Selvagem
(A Lenda dos Quatro Soldados #4)
de Elizabeth Hoyt 
Título Original: To Desire a Devil
ISBN: 9789897261664
Edição ou reimpressão: 02-2015
Editor: Quinta Essência
Páginas: 360
Género: Romance, Romance de Época
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Goodreads: 3,81✯ (aqui)

Sinopse:
Reynaud St. Aubyn passou os últimos sete anos num cativeiro infernal. Agora meio louco com febre, surge de repente no seu lar ancestral e exige o que lhe é devido. Pode este homem de aparência selvagem ser realmente o último herdeiro do conde, julgado morto por índios anos atrás?
Beatrice Corning, sobrinha do atual conde, é uma boa jovem inglesa. Mas tem um segredo: nenhum homem em carne e osso a excitou mais do que o belo jovem do quadro pendurado em casa do tio. De repente, esse mesmo homem está ali, em carne e osso… e a atraí-la para a sua cama.
Apenas Beatrice consegue ver o homem nobre dentro do aspeto selvagem de Reynaud. Reynaud sente-se atraído por aquela jovem encantadora, embora desconfie da lealdade dela. Mas poderá o amor de Beatrice domar um homem que não se deterá diante de nada para recuperar o seu título… mesmo que isso signifique sacrificar a inocência dela?

Sobre a Autora
Elizabeth Hoyt nasceu em Nova Orleães, onde a família da mãe vive há várias gerações, mas foi criada nos invernos gélidos de St. Paul, Minnesota. Quando era pequena, a família viajou muito na Grã-Bretanha, passando um verão em St. Andrews, na Escócia, e um ano em Oxford. Tem uma licenciatura em Antropologia pela Universidade de Wisconsin, Madison. Wisconsin foi também o local onde conheceu o marido, arqueólogo - numa escavação num campo de milho - e vivem no centro do Illinois, com os seus dois filhos, três cães e um jardim que ela cuida com entusiasmo. A família Hoyt gosta de fazer férias que acabem invariavelmente em sítios arqueológicos.

A Minha Opinião
Raramente trago livros da biblioteca que tinha pensado anteriormente. Por norma deixo-me levar pela emoção de estar num local cheio de livros onde posso levar deles para casa e ler sem pagar, e pego no que me chama à atenção, e este foi um desses casos.
Só posteriormente a requisitá-lo é que percebi que fazia parte de uma série, mas não há qualquer mal em ler fora de ordem, porque na realidade só se fica a saber o final dos outros livros, mas neste género de literatura sabe-se sempre como vai acabar os livros, uma pessoa lê pela história.
Este livro conta a história de Reynaud, um homem que foi soldado na Guerra nas colónias (atual Estados Unidos da América) e que devido a uma emboscada passou 7 anos em cativeiro numa tribo de índios onde passou horrores. Felizmente conseguiu fugir e regressou a Inglaterra, onde descobre que o seu pai morreu, e que o seu título está a ser usado por outro homem, um parente afastado, pois não havia mais herdeiros, e o seu objetivo passa a ser conseguir tudo o que perdeu de volta, mas a sobrinha do atual conde, Beatrice, a única pessoa na propriedade que o trata bem, o atrai, só que apesar de até gostar dela, primeiro nas suas prioridades está recuperar tudo o que perdeu.
Eu gostei muito do livro, as personagens são muito interessantes. Temos o Reynaud, que sofreu horrores na América, e vemos a forma como o mudou, como o tornou frio, sem pensar em ninguém, depois a Beatrice, que se apaixonou por ele através do grande retrato que há na casa, mas que apesar de acreditar no amor não é nenhuma tontinha, e talvez por isso não teve muitas propostas de casamento, quase nenhuma, por ser direta, e também inteligente. Interessa-se por política, mesmo que naquela altura não fosse aceite a opinião das mulheres, elas não passavam de um objeto que servia para dar herdeiros. Há também a questão da separação de um casal, que não é bem aceite pela sociedade, pois uma mulher voltar para casa dos pais é desonra.
Esta história além de nos trazer um romance muito suave, em alguns pontos até erótico, é mais do que um romance, trás-nos os efeitos da guerra, e como isso afeta não só os que vão, mas também os que esperam que eles cheguem, e como os soldados que vêm feridos muitas vezes são postos de parte, como que estivessem mortos, e deixam de ser importantes.
Recomendo este livro a quem gosta de romances de época com histórias fortes e que nos fazem pensar. Porque apesar de já ter passado muito tempo, há questões que ainda se mantém hoje em dia, sendo transversais à história. 
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10 Séries que Quero Ver #8

Como já se tornou hábito aqui no blogue, trago mais uma lista de séries que quero ver, e desta vez até inclui um concurso de culinária da Netflix! Não é que eles produzem tudo? Daqui a uns anos temos até reality shows (se já não os existem)! Tenho também na lista uma série bem conhecida do grande público, mas também já não é novidade que ando sempre atrasada!
Acompanham alguma destas?

Crazy ex Girlfriend
A série conta a história de Rebecca, uma profissional obstinada e de sucesso - e possivelmente um pouco maluca, que é impulsiva e resolve desistir de tudo: de ser sócia numa firma de advocacia de sucesso e seu belo apartamento em Manhattan, numa tentativa desesperada de encontrar amor, romance e aventura em West Covina.
The Good Place
Eleanor Shellstrop está morta. Acontece que, após sua partida, ela foi enviada ao "Good Place - ou "Bom Lugar" -, um lugar de eterna felicidade destinado às pessoas que fizeram o bem durante suas vidas. Lá, todos são bons e encontram as suas almas gémeas, com quem passarão o resto da eternidade. Mas tudo isso não passa de um acidente: Eleanor não merece lá estar. E agora, será que ela vai conseguir esconder a verdade de Michael (Ted Danson), que coordena o lugar, ou será eventualmente enviada ao "Bad Place"?
Outlander
Claire Randall é uma enfermeira em combate em 1945. Ela é misteriosamente transportada através do tempo e mandada para 1743, e sua vida passa a correr riscos que ela desconhece. Forçada a se casar com Jamie Fraser (Sam Heughan), um cortês e nobre guerreiro escocês. Um relacionamento apaixonado se acende, e deixa o coração de Claire dividido entre dois homens completamente diferentes, em duas vidas que não podem ser conciliadas.
Alone Together
Los Angeles é muito grande e densamente populada de pessoas muito diferentes entre si, mas isso não impede que jovens tentando a vida no showbiz se sintam sozinhos nas multidões. Um rapaz e uma rapariga com passados muito diferentes tentando sobreviver à cultura californiana de superficialidade e vaidade encontram alívio em sua amizade estritamente platónica.
Teophy Wife
Kate é uma jovem loira e atraente que se casa com Pete Harrison. Junto ao pacote do casamento, vêm suas duas ex-mulheres e três filhos manipuladores, Hillary, Warren e Bert.
Second Jen
Uma série sobre duas mulheres milenares de segunda geração que crescem com famílias de imigrantes.
Playing for Keeps
Para ser esposa de um jogador de futebol, é preciso muita coragem. Mergulhe no mundo lascivo do Aussie Rules Football, descobrindo segredos, mentiras, escândalos e assassinatos.
Nailded it
É uma série de televisão original Netflix de competição culinária. A cada episódio, três confeiteiros amadores deverão recriar sobremesas desafiadoras em tempos pré-estabelecidos.
Strangers
Depois de trair o namorado com outra mulher, Isobel resolve alugar o quarto vazio de seu apartamento para ganhar um dinheiro extra. A partir de então, enquanto precisa lidar com inquilinos estranhos e sustentar a casa sozinha, ela ainda se esforça para entender sua sexualidade.
Ingobernable
Emilia Urquiza é a primeira-dama do México, uma mulher tempestuosa, capaz até mesmo de matar um presidente para atingir seus objetivos. Ela planeia tornar seu país um lugar melhor para todos e seu primeiro passo é assumir uma luta em prol da paz. No entanto, os desafios começam a aumentar quando ela perde a fé em seu marido, o Presidente Diego Nava.

Conhecem alguma destas? 
Deixem tudo nos comentários e até ao próximo post!
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Opinião Literária: Penelope Bloom - A Banana Dele

A Banana Dele
(Objects of Attraction #1)
de Penelope Bloom 
Título Original: His Banana
ISBN: 9789897800801
Edição ou reimpressão: 02-2019
Editor: Quinta Essência
Páginas: 208
Género: Romance
Compre na Wook:
Livro (aqui)
Ebook (aqui)
Goodreads: 3,88✯ (aqui)

Sinopse:
O meu novo chefe adora impor regras. E há uma que ninguém se atreve a quebrar: nunca tocar na banana dele. A sério. O tipo é viciado em bananas. E eu, claro, fui logo tocar na dele. Pior, pu-la na boca. Mastiguei... e até engoli. E foi nesse momento que ele apareceu. E, acreditem em mim, foi mau. Muito mau! Mas deixem-me começar pelo início…

Antes de tocar na banana de um bilionário, eu tinha acabado de conseguir o meu primeiro trabalho a sério como jornalista. Nada das tretas do costume. Nada de entrevistas a lixeiros sobre as suas rotas preferidas, ou artigos sobre a importância de apanhar caca de cão nos jardins. Já dei para esse peditório.

Esta era a minha grande oportunidade. Podia provar ao mundo que não era uma trapalhona. A missão: infiltrar-me na Galleon Enterprises para investigar as suspeitas de corrupção.
Já estão a ouvir a banda sonora do James Bond a tocar, não estão?
Eu ia ser um sucesso. Só tinha de conseguir o lugar de estagiária e não dar cabo da entrevista com Bruce Chamberson.

Agora avancem até ao momento imediatamente antes da entrevista. Sim, eu sou aquela ali de banana na mão. Uma banana com o nome dele escrito a marcador preto. É aí que ele entra e me apanha em flagrante de fruta na mão. Pouco depois, contrata-me.

Pois, eu sei. Também a mim me pareceu estranho…

Sobre a Autora
Penelope Bloom foi professora do ensino secundário antes de se dedicar à escrita, um sonho que acalentava desde sempre. Quis mostrar às filhas que era possível concretizar os sonhos, sejam eles quais forem. Agora diverte-se a criar nos seus livros universos em que quisesse habitar. Gosta de homens com uma mente perversa e um coração de ouro bem disfarçado, e as suas heroínas têm garra e irão sempre tentar (em vão!) resistir-lhes. As suas obras não são para os fracos de espírito!

A Minha Opinião:
Primeiro que tudo, quero agradecer à editora por me ter disponibilizado o livro.
Eu tenho imensa coisa para ler, e por acaso até deveriam ser lidos antes deste, mas não resisti. Este livro conquistou-me logo pela sinopse que é bastante divertida. Só por isso as expectativas estavam muito altas!
A história do livro começa com a Natacha, uma jornalista, que é tão desastrada e por mais que tenha talento, acaba sempre por fazer asneira, e nunca lhe dão bons trabalhos. Mas um dia a sua sorte está prestes a mudar, vai infiltrada para a Galleon Enterprises para descobrir os podres do Bruce Chamberson. Se no inicio acha que é uma piada, rapidamente vê a oportunidade para lhe darem valor na revista e passar a ser reconhecida. Seria completamente possível se ela não fosse uma desastrada ambulante, desorganizada, e nunca chega a horas a nenhum lado. Em suma, ela é o oposto do Bruce Chamberson, e mesmo assim ele contrata-a.
A premissa do livro é bastante divertida, e promissora, mas a verdade é que o livro também o é. Escrito em dois pontos de vista, de um lado temos Natacha, uma desgraça que enfia a banana do patrão na boca, e do outro temos Bruce, rico, mas variado da cabeça. Para ele tudo tem que estar nos sítios, limpo, organizado ao ínfimo pormenor, e até na alimentação ele controla tudo, e a banana é o momento alto do dia, sempre às 10h30m. Ele parece mesmo um desgraçado. E não pode ser uma banana qualquer tem que cumprir as especificações que ele gosta, tanto em tamanho como em cor.
O mais engraçado é as picardias entre eles. Ela devia-o tratar bem, mas não, enfrenta-o só para o ver irritado porque acha graça.



«- Então, você é o bem-educado? - perguntou ela ao William. - E, sendo assim, o Bruce é o gémeo mau? 

O William sorriu.
- Ei! Podemos contratá-la? Gosto dela. Não me admira que te excite.
- Sou o que não tem DST. - Gruni, ignorando-o tanto quanto possível.»

Apesar de ele também não a tratar muito bem, preocupa-se com ela, e andam os dois numa dança para ver se, do lado dela, o Bruce a despede, e do lado dele, a Natacha se despede, mas sempre com uma tensão sexual entre eles, não fosse ele um robô sexual, apelidado por ela.
O nome do livro leva-nos logo para outro lado, longe da banana enquanto fruto, mas a verdade é que apesar da sensualidade do livro, não é para mim um livro de literatura erótica, como esperei. Tem momentos mais sensuais, mas não são muitos. 
Nunca tinha lido nada da autora, acho que é o primeiro livro publicado em Portugal, mas gostei bastante. A escrita é simples, fluída, e se alguns escreveriam esta história em calhamaços, esta condensou tudo em 206 páginas, o que tornou tudo mais dinâmico e mais intenso. Assim cria uma relação com o leitor, porque não andamos a ler "palha", como costuma acontecer. 
Já dá a informação na capa do livro que a editora vai publicar o segundo da série, "A Cereja dela", e eu, curiosa, já fui investigar e é sobre o gémeo bom, o William. Estou bastante curiosa para ver o que vem aí.
Em suma, este é um livro que nos faz rir desde da sinopse. Com personagens caricatas, robôs e desastradas, tem um pouco de tudo, muito humor, sensualidade e até momentos mais fofinhos, que nos fazem suspirar e claro, alguns clichés. Em poucas páginas, a autora leva-nos a Nova Iorque, com carros com amolgadelas, um cão com diarreia e quando nos damos conta já não dá para fugir!

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