Crítica Literária: Tomás Múrias - As Leos e os Seus Rapazes

11:05 Liliana Silva 0 Comments



ISBN: 9789895133949
Edição ou reimpressão: 06-2015
Editor: Chiado Editora
Páginas: 356
Género: Romance

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Livro: 14,00€

Sinopse:
"Quando duas pessoas gostam uma da outra, os sentimentos ficam à flor da pele. Se algo entre eles dá para rir, riem a dobrar, se dá para chorar, fazem-no copiosamente, se algo os une, ficam inseparáveis, se discutem um com o outro, ficam profundamente magoados."
"Leonor estava numa fase de muitas incertezas. Sentia que já não conhecia o mundo, que estava numa nova realidade. Sentia que para além da sua realidade familiar, também ela tinha mudado profundamente. Só não sabia para que é que tinha mudado. No que é que se tinha tornado. E isso assustava-a."

"Leonarda pagou cem euros de gorjeta ao taxista para que este a deixasse rapidamente em casa de Zé. Ia ansiosa. Não pensava em mais nada do que fazer as pazes com ele. A verdade, sabia-o agora, é que se tinha apaixonado. A verdade é que, por mais copos, festas e afins em que se tivesse metido na semana anterior, tinha acabado de passar pelos piores dias da sua vida."

A Minha Opinião:
Primeiro que tudo, gostava de agradecer à Chiado Editora por me ter disponibilizado o livro.
Este livro foi uma agradável surpresa, sinceramente quando li a sinopse não sabia bem ao que ia, mas resolvi aventurar-me na mesma.
O centro da história está em Miguel, um homem derrotado, com tendências suicidas para quem a vida já não faz sentido. As coisas com a mulher correram mal e ele pediu ao melhor amigo que o enfiasse num avião para algum lado, e acabou na África do Sul. É Zé, o seu amigo que não deixa que ele se mate, e anda sempre metido em confusões por causa dele. O segundo elemento principal da história é Leonor, filha de um diplomata, nunca esteve parada no mesmo local, e então vê em Lisboa o sítio ideal para começar a sua vida. Recatada, mas sempre com o espírito de ajuda ao próximo, mete-se nas confusões dos dois amigos.
Por um lado, é difícil perceber como é que a Leonor se mete em tantas cenas que nada têm a ver com ela, mas mesmo assim ela mete o bedelho. Esta é também a dúvida de Miguel, não percebe qual o interesse da rapariga em ajudá-lo, mas desde do primeiro momento em que a viu, reparou que ela era diferente.
Por fim, a segunda Leo, de Leonarda, uma italiana, também filha de diplomatas, e amiga de Leonor desde criança. Para ela o amor é uma perda de tempo com tantos homens bonitos no mundo, mas nem sempre será assim!
As personagens estão bem construídas, têm um passado bem consolidado durante a história que influencia as suas ações, e existem outras que ninguém entende, mas o ser humano é complicado, não é?
A minha personagem preferida foi o Zé, raio, aquele homem faz tudo pelo melhor amigo. Responsabiliza-se por ele, e dois dias depois está sentado no banco dos réus por ter andado à tareia com uma claque de futebol, que tinha sido provocada por Miguel. E mais um cento de coisas que ele fez por aquele homem, e mesmo que o Miguel lhe desse para trás, ele estava lá sempre, e para mim isso é um verdadeiro amigo.
A história está muito bem escrita, afinal o autor trabalha como guionista de novelas, não se esperaria outra coisa, senão um texto fluído, bem construído, e com lógica. Este foi um dos pontos positivos da história. O enredo também está interessante, afinal eu dei por mim a pensar, "então mas a história está para acabar e ainda faltam tantas páginas", pois, ela não estava nem perto de acabar. O que me desiludiu foi o final, foi giro, ligeiramente emotivo, mas eu esperava mais (como sempre).
Eu aconselho que leiam, é um livro em certas partes bastante divertido, e acaba por ser relativamente fácil de ler.
A Minha Avaliação:

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