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Opinião Literária: Marc Levy - Enquanto Estiveres Aí

Enquanto Estiveres Aí
(Et si c'était vrai #1)
de Marc Levy
Título Original: Et si c'était vrai...
ISBN: 9789722326902
Edição ou reimpressão: 05-2002
Editor: Editorial Presença
Idioma: Português
Páginas: 190
Género: Romance
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Bertrand
Livro (aqui)
Goodreads: 3,67✮ (Aqui)


Sinopse:
Arthur, um jovem arquitecto californiano, acaba de alugar uma nova casa em São Francisco. Os objectos ainda empacotados encontram-se empilhados pelo chão. Decide preparar um banho relaxante enquanto é embalado pelas doces melodias de Peggy Lee. Subitamente Arthur começa a ouvir o som do estalar de dedos a acompanhar a música da rádio. "Não pode ser verdade...é do cansaço" pensa Arthur, contudo o som continua e aumenta, cada vez mais claro e distinto. Segue o som até ao armário da casa-de-banho. Ao abrir a porta depara-se com uma mulher sentada que continua a estalar os dedos ao som da música. Confuso, Arthur pensa tratar-se de uma partida do seu amigo Paul e pede à mulher para deixar a sua casa. Espantada e ainda mais confusa que Arthur, ela pergunta-lhe "Está a ver-me?". Lauren conta-lhe então uma história inverossímil: médica de profissão era a anterior inquilina daquele apartamento quando sofreu um acidente de automóvel. Seis meses ainda se encontrava em coma no hospital onde costumava trabalhar. Durante todo esse tempo o seu espírito vagueou pelo seu apartamento, que agora a sua mãe, já com poucas esperanças de uma recuperação, tinha arrendado a Arthur. Era tudo demasiado estranho, mas...e se fosse verdade? Com base neste enredo nasce uma história de amor forte, delicada e comovente, cheia de situações de um humor desconcertante, e um imenso potencial para ser transformado em imagens.

A Minha Opinião:
A principal razão para querer ler este livro, foi ter sido a inspiração para um filme que eu gostei bastante, apesar de já não me lembrar bem da história. Andei muito tempo à procura do livro livro, mas descobri que em Portugal ele tem dois nomes, sendo a edição que está disponível nas livrarias, editado pela Contraponto, tem o nome do filme "E se Fosse Verdade". Claro que isto dificultou a minha procura.
Mas vamos então à história. O livro inicia-se com um acidente de viação de Laren, na sua velha carrinha que a mete em coma, contudo é um caso clínico que ninguém compreende, o coração funciona, mas o cérebro não, é como se ela fosse um vegetal. Lauren é uma interna no hospital, onde depois vai parar, ao nível da cirurgia, e é uma das melhores alunas. Passados 6 meses, Arthur que se mudou à pouco tempo para a sua nova casa, a antiga casa de Lauren, vê uma mulher no seu armário, se inicialmente pensava que era uma brincadeira do seu sócio, acaba por perceber que se trata de um fantasma, o de Lauren. À sua volta todos pensam que está louco, afinal fala sozinho, abraça pessoas invisíveis, o amigo até o leva a um psiquiatra. Habituando-se à companhia de Lauren, Arthur fica em pânico quando os médicos conseguem convencer a mãe desta a desligar as máquinas, e então engendra um plano para os impedir de avançar com a ideia.
Isto não é um livro para pessoas cépticas. Até que ponto pode ser verdade? Quase nenhum, mas não deixa de ser uma história bonita, mesmo que curta ao nível de páginas, mas com muitas descrições do meio envolvente e do ambiente médico. O que mostra investigação, mas também para quem não percebe nada daquilo, acaba por se tornar um bocado aborrecido.
Apesar de eu não me lembrar bem do filme, tenho a impressão que no filme divergiram do livro, como é costume, porque no filme ela não tem memória coisa que no livro não acontece, ela lembra-se de tudo, de quem são as pessoas, e do que se passa com ela. E na minha opinião só isso faz com que os formatos sigam direções opostas, além dos nomes das personagens serem diferentes.
Mas regressando ao livro, houveram coisas que não me convenceram, certas cenas que eu tento imaginar para quem pudesse estar a observar, seria estranho acho.
Contudo, acabei por gostar do livro, foi uma leitura interessante, de um autor que eu não conhecia, não leio muita literatura francesa, gostei da escrita dele, por mais que tivesse descrições extensivas, e para quem gosta de livros com fantasmas, e meios sobrenaturais, mas ainda assim na terra, aconselho que leiam.
Infelizmente o livro acaba com um final aberto, pois há um segundo, que pouco foi falado em Portugal. Eu já andei à procura, e é bastante complicado de encontrar, porque só há versão de bolso. Sinceramente não percebo o porquê de dois livros, conseguiam enfiar tudo no mesmo, mas enfim...
A Minha Classificação:




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Opinião Literária: Aurélie Valognes - Viver na Flauta

Viver na Flauta
de Aurélie Valognes
Título Original: Mémé dans les orties
ISBN: 9789898761385
Edição ou reimpressão: 05-2018
Editor: 4 Estações Editora
Idioma: Português
Páginas: 248
Género: Romance, Humor
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Wook
Livro (aqui) Ebook (aqui)
Bertrand
Livro (aqui) Ebook (aqui)
Goodreads: 3,57✮ (aqui)

Sinopse:
Um romance repleto de vida que vai fazê-lo sorrir do princípio ao fim. Ferdinand Brun é um homem estranho. Não tira prazer de estar vivo, e permanece obstinadamente aborrecido. À semelhança de um parasita, ele passa o tempo a planear as partidas mais malvadas possíveis. Mas um dia as coisas mudam e a sua única amiga, Daisy, a cadela, desaparece. A vida de Ferdinand desmorona. Quando Juliete e Béatrice entram no seu mundo, Ferdinand dá por si a ter de aceitar todas as mudanças radicais...
Aurélie Valognes é uma figura proeminente da ficção francesa de entretenimento. Nasceu e cresceu perto de Paris, em França. Após uma carreira inicial como gestora de marca, foi viver para Milão. Neste período reativou a sua paixão pela escrita. O seu primeiro romance, Mémé dans les orties foi originalmente publicado na Amazon e tornou-se num best-seller. Descoberta pelo editor Michel Lafont, a obra é publicada e torna-se um êxito nas livrarias e, tal como na Internet, desfruta rapidamente de sucesso. A publicação em livros faz disparar as vendas para centenas de milhares de exemplares e a obra é traduzida para muitos idiomas em vários países. E publicada em Portugal com o título de Viver na Flauta.

A Minha Opinião:
Primeiro quero agradecer à 4 Estações Editora por me ter disponibilizado o livro, para dar a minha opinião aqui no blogue.
Este livro conta a história de Ferdinand, um velhote rabugento, divorciado e sovina, com um prazer em arreliar os outros, e preparar as partidas mais maldosas, o que faz com que ninguém goste dele no prédio, principalmente a porteira que quer que ele se vá embora. A única pessoa de quem ele gosta é da Daisy, a sua cadela, que está lá sempre para ele, e que é a sua melhor companhia, e quando esta desaparece o seu mundo vira-se de cabeça para baixo, já não há razões para viver. Acaba por ser atropelado por um espelho do autocarro e vai parar ao hospital, fazendo com que a filha lhe faça um ultimato, ou ele fica simpático e começa a cuidar da casa e de si, ou leva-o para um lar. Nessa altura aparece um novo vizinho, um viúvo com duas filhas, e a mais velha, Juliette, enfia-se na casa de Ferdinand sem que este dê permissão, porque é teimosa e quer domar o velhote, e amansar o seu coração.
O Ferdinand é das personagens mais engraçadas que eu já vi, ele tem uma maneira de ver a vida muito interessante, muito poupado, para ele os filhos são um gasto de dinheiro, não gosta que ninguém lhe toque à campainha, pois diz que ainda tem que ser ele a pagar a electricidade para o virem chatear. Ou seja ele é um rabugento de primeira!
Os títulos dos capítulos são muito divertidos, e é este o fundo o livro, muita animação, num prédio cheio de pessoas da terceira idade, com uma porteira que vigia cada um dos moradores como se fosse um cão de vigia, e que não deixa que ninguém quebre nenhuma regra.
Aconselho este livro a quem adora ler livros divertidos, que mostra que a idade não define uma pessoa, e acima de tudo que estamos sempre a tempo de mudar as coisas, de nos aproximar-mos da família e de tentar corrigir os erros do passado. 
A Minha Classificação:



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