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Opinião Literária: Danielle Steel - Uma Mulher de Coragem

Uma Mulher de Coragem
de Danielle Steel
Título Original: A Good Woman
ISBN: 9789722531559
Edição ou reimpressão: 02-2016
Editor: Bertrand Editora
Páginas: 296
Género: Romance, Romance Histórico
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Bertrand
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Goodreads: 4,07✮ (aqui)



Sinopse
Uma Inesquecível História de Guerra e Coragem. Annabelle Worthington tem 19 anos e nasceu em berço de ouro, na sociedade de Nova Iorque. Mas tudo se desmoronou com o naufrágio do Titanic. Annabelle torna-se voluntária e ajuda os pobres. Desiludida com o seu primeiro amor, Annabelle foge para França, arrasada pela guerra, e trabalha como enfermeira na guerra, salvando vidas.

Quando a guerra acaba, começa uma nova vida em Paris, agora é médica, casada, mãe e esquece o mundo que deixou para trás. Até que um encontro inesperado a obriga a regressar a Nova Iorque, já uma mulher diferente, e a reconstituir as peças do puzzle que é o seu passado.

A Minha Opinião
Eu sou fã da Danielle Steel, todavia as minhas últimas leituras dos livros dela não foram muito satisfatórias, por isso quando peguei neste livro na biblioteca foi sem qualquer fé de que fosse conseguir ler até ao fim...

Este livro remonta ao naufrágio do Titanic, em que Annabelle devido a estar doente não vai com os pais e o irmão numa viagem para a Europa, e por isso acaba por não passar pelo sofrimento de estar naquele navio, mas o mesmo não acontece com o resto da família, em que apenas a sua mãe regressa. Mesmo depois desse trágico momento na sua vida, a desgraça não se vai embora, e quando fica sem ninguém, Annabelle que adora tudo o que tem a ver com medicina mete-se num navio para França, para ir para um hospital de campanha para ajudar o feridos da 1ª Guerra Mundial. E num novo continente e numa nova vida que ela renasce, podendo ser aquilo que quiser sem ninguém a julgar pelo seu passado.

Ao inicio eu tinha receio, a história não me estava a agarrar e pensei que ia desistir, mas rapidamente não consegui largar o livro. É uma história que nos toca, que nos faz querer gritar, chorar e bater em pessoas. A Annabelle é sem dúvida uma mulher de garra, ela passa por muitas dificuldades, e não são monetárias, porque dinheiro ela tem que sobra, mas da sociedade. Uma mulher tem um padrão de comportamento que não pode alterar, principalmente na camada da sociedade em que ela circulava em Nova Iorque, e de um momento para o outro, por um erro que não é dela, todos lhe viram as costas. É triste...

Apesar de ter gostado muito da história, em partes ela não deixa de ser previsível, todavia não menos enervante por isso. Simplesmente gostava de ter visto alguma coisa diferente em certos momentos... mas pronto, a história continua muito boa.

Dizer que o final é interessante é pouco, é deveras uma chapada de luva branca, no sentido em que às vezes é bom acontecerem-nos coisas más, obrigam-nos a mudar, mas essa mudança pode ser positiva e no fim das contas até agradecemos.

Quanto à edição, em Portugal há esta e se não me engano uma do Circulo de Leitores, mas tenho que dizer que esta capa é sem dúvida das mais bonitas entre as diversas edições pelo mundo.

Em suma, para quem gosta de romances históricos, recomendo muito este livro, temos todo um plano de fundo da 1ª guerra mundial, e o papel das mulheres na medicina, que até então era de apenas enfermeiras na sua maioria, mas Annabelle quer mais, e trabalha para o conseguir. 
Classificação


Edições pelo Mundo Fora

Opinião de Outros Livros da Autora
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Opinião Literária: Mike Gayle - O Homem que Eu Penso Conhecer

O Homem que Eu Penso Conhecer
de Mike Gayle 
Título Original: The Man I Think I Know
ISBN: 9789722364317
Edição ou reimpressão: 07-2019
Editor: Editorial Presença
Páginas: 360
Género: Romance
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Goodreads: 4,18✮ (aqui)


Sinopse
O novo livro de Mike Gayle é um romance deslumbrante. É uma história poderosa, emocionante, ao mesmo tempo amarga e terna, sobre uma amizade inesperada e um amor improvável. Uma história que não nos deixa esquecer a coragem genuína que reside no nosso coração. Desde o incidente, James DeWitt age sempre pelo seguro. Ele gosta de saber o que poderá acontecer a seguir. Danny Allen não age pelo seguro. Pode dizer-se que arrisca permanentemente ir além do ponto de não retorno.

Às vezes, porém, a vida troca-nos as voltas e quando pensamos que conhecemos a realidade, ela surpreende-nos. E tudo pode vir a acontecer da forma que menos se espera…

Críticas da Imprensa
«Mike Gayle é o rei das histórias comoventes e humanas, e este livro tão cheio de emoção é o seu melhor até agora. 5 estrelas.»
Heat


Sobre o Autor
Mike Gayle estreou-se com enorme sucesso à escala internacional com o romance A Namorada dos Meus Sonhos. Estudou sociologia e jornalismo, tem colaborado com diversas publicações, das quais se destacam a Sunday Times Style, a Cosmopolitan e The Express. Possui um raro poder de observação de comportamentos e um sentido de humor muito próprio. Todas as suas obras foram grandes êxitos editoriais. Na coleção, além deste livro, estão publicados os seguintes títulos: Uma Proposta de Casamento, Ao Virar dos Trinta, Como da Primeira Vez e O Homem que eu Penso Conhecer, o mais recente. Vive em Harborne, Reino Unido, com as filhas e a mulher, Claire.

A Minha Opinião
Neste livro temos a história sob dois pontos de vista, James e Danny, duas homens completamente distintos. James tem um problema no cérebro que lhe limita a fala, os movimentos e o pensamento muitas vezes, mas ele antes do "incidente" era um génio, só que a vida deu voltas. Já Danny é preguiçoso, não quer trabalhar, porque não lhe apetece sair de casa para fazer algo que não quer, e só quando lhe cortam o subsidio de desemprego é que é obrigado a meter mãos à obra, acabando a trabalhar num lar, onde vê James, que acredita que o conhece, que andaram juntos na escola, mas Danny diz que não, que ele está enganado. A questão é estará mesmo James a fazer confusão?

Foi a minha completa estreia com o autor, já tinha ouvido falar maravilhas, principalmente a Dora, do canal de Youtube "Books & Movies", mas como à muito tempo que não publicavam nada dele em Portugal (mesmo muito tempo, lá para perto do ano 2000 e tal), era muito complicado encontrar livros, tentei nas bibliotecas, mas nada, pelo menos nas que frequento, e em segunda mão, o estado deles deixou-me sempre em dúvida, ainda bem que a Editorial Presença voltou a apostar no autor!

Mas então o que é que eu achei do livro... surpreendeu-me bastante, é um tipo de história que não é habitual eu ler, foge um pouco aos meus gostos, mas talvez esteja na altura de os mudar, porque foi uma agradável leitura. Acima de tudo, fez-me pensar, e eu gosto sempre quando um livro tem essa capacidade. 
O autor apresenta-nos duas personagens, completamente diferentes em tudo, começando no estatuto social, mas que ao mesmo tempo têm tanto em comum. Entre muitas coisas, talvez destaque a reviravolta na vida, ambas devido a um "incidente" que lhes virou a vida ao contrário, e que ambos lidaram com isso de forma má, até se juntarem e terem oportunidade de reescrever as suas histórias. 

Sem querer dar spoiler, mas na verdade a história é mais que isto na verdade, este livro mostra-nos que o sucesso escolar é o que quisermos que ele seja, somos nós que definimos o nosso futuro, por mais excelente que seja a nossa educação, notas, das duas uma, ou não conseguimos controlar tudo, e de um momento para o outro tudo muda sem termos oportunidade perceber, ou somos nós que conseguimos definir o que acontece, com as nossas ações e com o que ambicionamos na vida, o problema é quando essa ambição, essa vontade de fazer algo desaparece. Ou seja, independentemente de tudo, somos nós que definimos o nosso futuro, só temos de ultrapassar os obstáculos, mesmo quando eles às vezes são gigantes. 

E dito isto eu gostei bastante das personagens, principalmente pelo que disse anteriormente, pois foi todo o percurso delas que me fez pensar tanto, mas também pela reviravolta na vida delas, principalmente do Danny, surpreendeu-me bastante, porque quando comecei a ler, nunca pensei que ele se viesse a tornar na pessoa que tornou. 

Então porque não dei as 5 estrelas... o final ficou aquém das minhas expectativas, precisava de mais páginas, mais explicações, um epílogo, porque me faltou saber tanto, mas tanto da história...

Em suma, recomendo bastante, acho que vão gostar e emocionar-se, e acima de tudo pensar bastante!

Classificação

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Opinião Literária: Helena Magalhães - Diz-lhe Que Não

Diz-lhe que Não
de Helena Magalhães 
ISBN: 9789896268077
Edição ou reimpressão: 03-2017
Editor: A Esfera dos Livros
Páginas: 256
Género: Crónicas
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Goodreads: 3,85✮ (aqui)

Sinopse
«Conheço muitas mulheres que escolhem ficar em relações de merda porque é muito mais fácil viver assim do que enfrentar o mundo sozinhas. Do que terem de continuar a procurar. Talvez essas relações só sejam de merda aos meus olhos. Talvez, para elas, sejam exactamente aquilo que procuram. Mas eu não nasci para isso. Nasci para amar (e ser amada) profundamente. Vou continuar a procurar, mesmo que continue a cair de cabeça no chão. Vou sempre dizer sim ao amor. Às borboletas no estômago. Às pernas a tremer. Quero viver todas as sensações que o amor me puder oferecer. 

E nunca, nunca, nunca me vou contentar com menos do que isso. Neste livro cada Capítulo corresponde a uma história. Poderia dizer-vos que são ficcionais, mas não são. Se são 100% reais? Também não. Porque, por vezes, fantasiar um pouquinho aquilo que vivemos torna-nos mais felizes.» Helena acredita no amor, apesar das relações fast-food que muitas vezes sente na pele. 

Enquanto homens como o Sem Cojones, o Flash, o Velho, o Poeta ou o Telecomunicações vão passando pela sua vida sem deixar nada para contar a não ser histórias caricatas e, por vezes, inverosímeis, Helena continua à procura sem se deixar cair na tentação de se acomodar. Ao seu lado as suas amigas Beatriz, Olívia e Laura também vivem relações marcadas pela traição ou pelo abandono, mas sempre com a ideia de que um dia o «Mr. Right» vai aparecer. A jornalista Helena Magalhães, num registo irónico e actual, apresenta-nos um livro que nos faz reflectir sobre as relações amorosas nos dias de hoje em que as redes sociais marcam o ritmo e as juras de amor são feitas por Whatsapp, os «amo-te» vêm em forma de fotografia pelo Instagram ou que os ex-namorados e as ex-namoradas dos ex-namorados convivem alegremente no Facebook, assistindo à nossa vida como se de uma novela se tratasse. 

Porque o amor é mais do que isto e há que dizer «não» até que a vida nos dê a entender que chegou o momento de dizer «sim». Um «sim» apaixonado, confiante e absoluto.

Sobre a Autora
Helena Magalhães nasceu em Lisboa em 1985 e tem-se dedicado ao jornalismo e à escrita. Começou pela imprensa feminina, passou para o digital e encontrou o seu lugar na literatura. Em 2017 lançou o primeiro livro, Diz-lhe Que Não, uma sátira às relações modernas que se tornou um fenómeno nas redes sociais. O seu objetivo de vida? Colocar a geração digital a ler mais. Criou um Book Gang no Instagram para incentivar os portugueses a voltarem a apaixonar-se pelos livros.
Freelancer e storyteller, colabora para alguns jornais, cria histórias para marcas e empresas e escreve no seu blog www.helenamagalhaes.com.




A Minha Opinião
A Helena Magalhães tem sido muito falada nos últimos tempos sobre o seu último livro, o "Raparigas Como Nós" que eu ainda não li. Mas quando vi este na biblioteca, o seu primeiro livro, não resisti em pegar-lhe e trazê-lo para casa.

Classificar este livro segundo um género é complicado, porque meio que é verídico com algumas invenções em forma de crónica... Contudo para o leitor é uma história da Helena e das suas amigas, de amores e desamores, com opiniões, reflexões e conselhos para quem lê, de uma forma que o leitor facilmente se identifica com o que está a ler.
Foi uma das coisas que mais gostei no livro, não que a minha história de vida seja sequer perto do que ela conta, mas a minha opinião quanto aos assuntos é parecida com a dela, e por isso facilmente me identifiquei com as palavras dela.
Além disso, todas as histórias se interligam formando apenas uma, por isso é difícil classificá-lo, é como se fosse um romance.

Retive algumas ideias sobre o livro, mas a que me fez pensar mais foi uma sobre os homens muito bonitos, mas que pode ser extrapolada para ambos os sexos:
"quem viva da beleza, pouco ou nada tem para dar. Porque nunca precisou de o fazer. Há quem diga que os homens demasiado bonitos são perigosos, complicados e difíceis de manusear, mas não vejo dessa forma: a verdade é que eles nunca precisaram de se esforçar para atrair alguém. Ou conquistar, indo mais a fundo no tema. E isso torna-os emocionalmente incapazes."

É sem dúvida um livro que recomendo, fala da vida amorosa do século XXI, com telemóveis e aplicações de encontros. Já para não dizer que é um excelente primeiro livro da Helena. Quando derem por ela já estão a acenar afirmativamente com a cabeça sobre aquilo que estão a ler, e a murmurar: olha que é mesmo...

Classificação
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Já leram algum livro da Helena Magalhães?
Deixem tudo nos comentários e até ao próximo post!
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Opinião Literária: Javier Castillo - O Dia Em Que Perdemos a Cabeça

O Dia em que Perdemos a Cabeça
de Javier Castillo 
Título Original: El día que se perdió la cordura
ISBN: 9789896657376
Edição ou reimpressão: 01-2019
Editor: Suma de Letras
Páginas: 456
Género: Policial e Thriller
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Goodreads: 3,68✯ (aqui)

Sinopse
Centro de Boston, 24 de Dezembro, um homem caminha nu, trazendo nas mãos a cabeça decapitada de uma jovem mulher.

O Dr. Jenkins, director do centro psiquiátrico da cidade, e Stella Hyden, agente do FBI, vão entrar numa investigação que colocará em risco as suas vidas e a sua concepção de sanidade. Que acontecimentos fortuitos ocorreram na misteriosa Salt Lake City há dezassete anos? E por que estão todos a perder a cabeça agora?

Com um estilo ágil e cheio de referências literárias- Garcia Márquez, Auster e Stephen King - e imagens impactantes, Javier Castillo contruiu um thriller romântico narrado a três tempos que explora os limites do ser humano e rompe com a estrutura tradicional dos livros de suspense.

Amor, ódio, estranhas práticas, intriga e acção trepidante inundam as páginas deste thriller romântico, que se converteu num fenómeno editorial antes da sua publicação em papel.


Críticas da Imprensa

«Uma história de ritmo acelerado que mantém o leitor com o coração nas mãos... Pura adrenalina.»
El Mundo

«Um thriller delirante e meticulosamente construído.»
Eldiario.es

«Uma única folha. Apenas duas páginas de O dia em que perdemos a cabeça… e ficamos preso nas suas garras.»
ABC

«Castillo conseguiu acertar no centro do alvo editorial com um thriller sedutor e rápido, passado nos Estados Unidos e que começa com uma imagem poderosa.»
Diario Sur


A Minha Opinião
Eu lembro-me da altura em que este livro saiu aqui em Portugal de ouvir falar muito dele, principalmente os youtubers, bloggers e afins. Ouvi quem adorasse e quem odiasse, acho que foi isso que me afastou do livro, mas no inicio do mês de Julho, através do projeto Choose For Me, a Jéssica do Chuva de Letras, escolheu, de entre uma lista de livros fornecida por mim, este para eu ler, e lá iniciei a leitura. 

O livro é contado em diversos pontos de vista, e por isso em diferentes datas, passeando entre o passado e o presente, mas a premissa é um homem que aparece na véspera de natal aparece todo nu a passear com a cabeça de uma mulher nos braços, a escorrer sangue, como se fosse um saco de compras. Ele é detido, e por não abrir a boca, nem dar sinais de querer fazer é encaminhado para um centro psiquiátrico, onde o Dr. Jenkins, lhe tenta arrancar alguma coisa, sem sucesso e acaba por ser também incluído o FBI, com a inspetora Stella Hyden, que finalmente consegue colocar o sujeito a falar. 

O que eu gostei foi a história, a ideia geral está bem pensada, é atrativa, e prende o leitor. Isso é sem dúvida o seu melhor, mas ao mesmo tempo ela torna-se cansativa, por não sair do mesmo sítio, mas ao mesmo tempo estar em tantos. É confuso, e o livro também. Apesar da minha boa memória, a verdade é que as datas no inicio dos capítulos, quando se tratava do mesmo dia, e só as horas e o local diferente, eu não me conseguia guiar por aí, tinha de ser pelo ponto de vista, ou pela sequência da história. 
O autor teve uma ideia, mas tentou cruzar tanta coisa que a certo ponto torna confuso, mas ao mesmo tempo, a história base é cativante e uma pessoa só despachar as histórias paralelas para chegar aquela. 

O final conseguiu ser surpreendente e saber a pouco ao mesmo tempo. Na minha opinião não podia acabar ali, não fazia nenhum sentido, a não ser que haja mais no futuro, mas duvido. É como lançarem a bomba e irem-se embora. Foi o que senti no fim, fiquei de boca aberta e a pensar Mas que raio é que é isto?
Todavia é de ressalvar e imensas pessoas adoram, e que também o livro não é mau, só podia ser limado em algumas questões, mas não deixo de recomendar a quem gosta de thrillers macabros.

Classificação


Capas pelo Mundo Fora

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Opinião Literária: Grace Burrowes - Sarilhos com Duques

Sarilhos com Duques
(Noivas da Regência #1)
de Grace Burrowes 
Título Original: The Trouble with Dukes
ISBN: 9789897419515
Edição ou reimpressão: 06-2018
Editor: Quinta Essência
Páginas: 336
Coleção: Noivas da Regência
Género: Romance, Romance de Época
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Goodreads: 3,63✯ (aqui)


Sinopse
Dizem as más línguas que o novo duque de Murdoch, Hamish McHugh, é um brutamontes e um assassino. e pior do que isso… escocês!!! Seria impensável deixá-lo sozinho com uma mulher de bem. Mas Meghan Windham consegue detetar em Hamish algo especial…

No campo de batalha não havia guerreiro mais feroz do que ele. Mas o palco de guerra agora é bem diferente: a temporada social londrina! Mas Hamish é capaz de tudo para agradar às suas irmãs… até mesmo ter aulas de dança com a jovem Miss Windham. e embora ela não se deixe intimidar pelo temperamento dele, Hamish pressente que também Meghan trava uma luta…

Por ela, Hamish está disposto a pegar em armas mais uma vez…
Por ela, é bem capaz de perder o coração…
Sarilhos com Duques apresenta-nos a belíssima série Noivas da Regência - bem como a talentosa Grace Burrowes, que depressa se tornará uma preferida dos nossos leitores…

A Minha Opinião
Neste livro nós conhecemos a Meghan Windham, uma jovem solteira, cegueta sem óculos, e que vive acorrentada a erros do passado. Era jovem, inocente e foi facilmente ludibriada pelo seu apaixonado, que mais tarde virou sapo. Agora vive a temporada de Londres rezando que ele encontre outra jovem para chatear em vez dela. Por outro lado temos Hamish McHugh um escocês, recentemente promovido a duque, duque de Murdoch, mas todos têm medo dele, por ser associado a actos violentos quando andou na guerra. Com esses boatos ele vive bem, mas com a ideia de ser duque e ter de conviver com os seus pares não, ele não aprecia particularmente os ingleses. Até que conhece Meghan, salvando-lhe os preciosos óculos que se preparavam para ficar estilhaçados no chão. Depois desse primeiro encontro casual, mais se seguem, inicialmente Hamish é obrigado pelas irmãs a socializar com os Windham, e consequentemente com Meghan, mas rapidamente gosta da sua companhia.

Este é o segundo livro que leio da autora, o primeiro foi o segundo da série, mas em nada dava a entender o que acontecia neste, logo, foi uma surpresa todos os acontecimentos. Também já tinha ouvido falar muito deste livro, uma opiniões menos boas, outras melhores, mas admito que parti com uma certa reticência para a leitura. 
Uma das coisas que tenho a apontar é que a autora não se limita a um romance de época simples, inclui pontos de vista para além das personagens principais, e tem sempre um objetivo que não é necessariamente o amor das duas personagens, e talvez isso não agrade a toda a gente e torne um pouco confuso. 
Dito isto, eu no inicio do livro, aí nas primeiras 100 páginas, não estava a perceber muito bem o que estava acontecer e qual era o objetivo do livro, mas depois entrei na história completamente e apaixonei-me pelas personagens. 

A Meghan vive com o preconceito de não ver bem, naquela época usar óculos não era bem visto, e fora da família existe quem goze com ela, todavia ela tem outra particularidade, caiu de amores por um jovem todo atraente e bem parecido que só se queria aproveitar dela, mais nada e agora está nas mãos dele, naquele tempo também não era hábito essas liberdades, e é mesmo por isso que ela agora está com as opções de futuro limitadas, só para evitar um escândalo. 
Já o Hamish parece um escocês grandalhão e mauzão, mas é apenas aparência, ele faz tudo pela família, só para eles estarem bem e felizes, diz que isso o faz feliz também. Com a Meghan ele engraça logo desde inicio, mas como pretende voltar para a sua casinha na Escócia, tenta não dar muito valor aos sentimentos, mas não consegue. Eu cá achei-o super fofo!

Eu gostei bastante do livro, não me arrebatou, mas trouxe algo novo. Todo o livro vai além da relação deles, tem também mistério e isso foi interessante de ver. Talvez ainda tivesse algumas arestas a limar, mas não deixa de ser uma boa história, que nos cativa e que nos faz torcer para que tudo corra bem no final. Não é um erótico, para quem não gosta desse género, este livro é uma boa aposta, contém cenas sexuais, mas muito ao de leve. 
Por isso, para quem gosta de romances de época, leiam este, é uma autora que escreve diferente, mas que nos trás uma história com mais dimensões e com os costumes da sociedade londrina bem patentes.


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Opinião de Outros Livros da Série
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Opinião Literária: Elisabeth Norebäck - Diz-me que És Minha

Diz-Me Que És Minha
de Elisabeth Norebäck
Titulo Original: Säg att du är min
ISBN: 978-972-0-03203-4
Edição ou reimpressão: 06-2019
Editor: Porto Editora
Idioma: Português
Páginas: 400
Género: Thriller
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Sinopse
«Eu enterrei-te. Estivemos junto à tua lápide no cemitério. Chorámos e despedimo-nos.
Mas eu nunca deixei de te amar. Procurei-te em todas as multidões, em todos os rostos, em todos os autocarros, em todas as ruas. Ano após ano.»

Stella Widstrand é uma psicoterapeuta respeitada. Casada com um homem carinhoso, mãe de um rapaz de 13 anos, com uma casa invejável e um bom carro, parece ter tudo para ser feliz. Porém, há no seu passado um terrível acontecimento que nunca foi verdadeiramente superado.
Quando um dia Stella vê entrar no seu consultório a jovem Isabelle, suspeita de que se trata na realidade de Alice, a sua filha desaparecida durante um passeio em família cerca de vinte anos antes, e que todos julgavam morta.
Mas será realmente a filha de Stella? Estará a imaginação a pregar-lhe mais uma partida? Como poderá confirmar tal suspeita sem que a considerem louca? E se Isabelle for mesmo a sua filha, o que lhe aconteceu afinal? Como desapareceu? Para obter respostas, Stella inicia uma busca obsessiva pela verdade, colocando em risco a vida que levou vinte anos a construir.
Elisabeth Norebäck estreia-se na escrita com um thriller psicológico inquietante que evoca o amor maternal e o maior medo que uma mãe pode sentir: o da perda de um filho.

Em Diz-Me Que És Minha, o leitor assiste à luta entre prudência e loucura, passado e presente, ilusão e realidade, mas sobretudo entre vida e morte.



A Minha Opinião
Este livro conta a história sob três pontos de vista, o de Stella, uma psicoterapeuta que quando era  ainda adolescente perdeu a filha, todos acreditam que está morta, mas ela tem esperança de a encontrar, e um dia aparece-lhe no consultório uma jovem que ela acredita que é a sua Alice. O outro ponto de vista é o de Isabelle, uma jovem estudante em Estocolmo, que tem uma relação conflituosa com a mãe e acaba por consultar Stella, sem saber o que lhe vai na cabeça. Por fim, temos a mãe de Isabelle, uma mulher com uma mente pequena, que deseja controlar a filha e que ela não se afaste dela.

Nós ao longo do livro vamos acompanhando a obsessão de Stella por Isabelle, da forma como lhe consome a mente e a sua vida, mas a forma como a autora escreveu, capítulos pequenos, escritos na 1ª pessoa, faz com que um livro de 400 páginas se leia num instante. É o primeiro livro da autora e sem dúvida que é uma estreia em grande!
Eu devorei capítulo a capítulo sem ter noção do tempo, e basicamente li-o em duas tardes, metade de cada vez.

No que diz respeito às personagens, facilmente a Stella passa por impulsiva, porque como é que ela olha para uma rapariga e diz que é a sua filha que desapareceu quando era ainda um bebé? Não há propriamente parecenças, e só ao longo do livro é que vamos perceber de onde partiu a ideia dela. Já a Isabelle, é apenas uma jovem universitária que por um lado se quer integrar e que por outro quer viver longe da mãe, e essa sim é um bicho raro, a forma como ela quer controlar a filha, e a forma como a quer levar a pensar pelas regras dela, é do século anterior, não admira que a rapariga se queira ver livre da mãe...

Eu gostei muito do livro, eu só queria ver qual era o final, se era verdade ou não, o que ia acontecer, mas admito que me desiludiu o final propriamente dito, porque acaba do nada e podia ter um epilogo para consolar a mente do leitor, mas não, e daí que eu não tenha dado as 5 estrelas, podia ser muito mais consistente.

Em suma, é um thriller psicológico que recomendo, e eu nem costumo gostar muito deste género de thrillers, entediam-me facilmente, mas este não, conquistou-me página a página, e espero que editem mais livros da autora cá em Portugal, porque eu estarei cá para os ler!

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Opinião Literária: Luanne Rice - O Último Beijo

O Último Beijo
(Hubbard's Point/Black Hall #6)
de Luanne Rice
Titulo Original: Last Kiss
ISBN: 9789898228123
Edição ou reimpressão: 04-2009
Editor: Quinta Essência
Páginas: 348
Género: Romance
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Sinopse
A força incomparável do verdadeiro amor numa história marcante de uma comunidade a braços com um mistério devastador e de uma mulher que recupera o amor que acreditava estar perdido para sempre.

Um jovem de dezoito anos sai de casa, numa noite de Verão, e é encontrado morto - assassinado - menos de vinte e quatro horas depois. As pessoas lamentam o trágico acontecimento, mas a vida contínua. Contudo, e se o jovem fosse o nosso filho? Ou o nosso verdadeiro amor?
Quase um ano após a morte do filho, a cantora e compositora Sheridan ainda não consegue tocar uma única nota. Refugiada na casa de praia, vive paredes-meias com as memórias e com uma dor demasiado profunda para partilhar com quem quer que seja. Nem tão poço consegue consolar a namorada de Charlie, Nell Kilvert. A jovem, por seu lado, não descansará enquanto não descobrir o que aconteceu de facto ao seu amor, decide, então, chamar alguém que vai mudar a vida de todos - a alma gémea de Sheridan, Gavin Dawson.
Num barco ao largo de Hubbard’s Point, Gavin observa a casa da mulher que sempre amou. Sheridan havia também, um dia, acreditado no poder do amor. Mas essa crença morreu com o filho…

Profundamente emotivo, O Último Beijo evoca o poder do passado para sarar os corações partidos, mas também para reabrir velhas feridas, numa inesquecível história de amor.


Sobre a Autora
Luanne Rice é autora de mais de duas dezenas de livros, marcando regularmente presença na lista dos mais vendidos do New York Times, Washington Post e USA Today. A sua escrita, descrita pelo New York Times Book Review como uma «rara combinação de realismo e romance», tem fascinado milhões de leitores em todo o mundo. A autora está publicada em 25 países, com mais de 25 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Em Portugal, depois de A minha verdade é o amor, surge agora Espero por ti este Inverno. 
Rice desde cedo revelou talento para a escrita, tendo publicado o primeiro poema aos 11 anos e a primeira história aos 15. Depois de uma passagem pela Universidade do Connecticut, teve vários trabalhos até se dedicar em exclusivo à escrita. 
Luanne Rice vive entre Nova Iorque e Old Lyme, no Connecticut, na casa onde costumava passar os Verões quando era criança.


A Minha Opinião
Admito que peguei neste livro sem pensar muito bem no que estava a trazer da biblioteca, mas essa é também a magia de requisitar livros, não pensar no que trazemos.

A história deste livro tem como base uma morte, a de Charlie, a do filho de Sheridan. Ela refugiou-se em casa, não quer ver ninguém, basicamente o mundo morreu para ela, mas Nell, a namorada de Charlie, das poucas pessoas com quem Sheridan, ainda fala, não acredita na versão da polícia, e quer descobrir o que realmente aconteceu com Charlie, por isso contrata um detetive privado, Gavin Dawson. O problema é que Gavin está muito mais ligado ao caso, não fosse Sheridan o amor da sua vida. O seu objetivo é descobrir o que realmente aconteceu a Charlie e reconquistar Sheridan.

Eu não sabia o que esperar, e sendo muito sincera a capa induz para um tipo de romance que está longe de ser o que realmente o livro retrata. Sim, é um romance, mas com uma grande componente de mistério por detrás. Conhecemos toda a história do Gavin e da Sheridan, onde tudo começou, como acabou, e a de Charlie e Nell. São dois amores de gerações diferentes, mas intenso de igual forma. 

A parte de mistério, arrastou-se um bocado, na realidade parecia que o Gavin não saia da cepa torta e não investigava, só mais para o fim é que se começa a ver ele a começar a trabalhar a sério. Foi surpreendente o desfecho, não era algo que eu esperava, mas sinceramente eu nem sabia o que esperar, porque foi tão baseado no romance, que eu não fazia ideia do que tinha acontecido ao Charlie. 

A razão pela qual dou as 4 estrelas é pela parte do romance, pela intensidade de tudo vivido pelos dois casais, mais pela Sheridan e o Gavin, que é um romance que vem desde tenra idade. Ela consegue extrair o melhor dele, algo que ele não dá a mais ninguém. Digamos que ele sempre foi problemático, e nunca teve problemas em ir ao focinho a alguém, e que sempre foi a Sheridan o seu porto seguro, e por quem ele faz tudo. 
Contudo também tenho que dizer que me entediou em algumas partes devido às descrições, e à falta de diálogos.

Em suma, é um livro que recomendo para quem gosta de romance, mas também de mistério. A autora conseguiu juntá-los de forma inteligente, prendendo o leitor desde do inicio. 



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Capas pelo Mundo Fora

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Opinião Literária: Clare Mackintosh - Deixa-me Mentir

Deixa-me Mentir
de Clare Mackintosh
Título Original: Let Me Lie
ISBN: 9789898979032
Edição ou reimpressão: 07-2019
Editor: Cultura Editora
Páginas: 320
Género: Policial e Thriller
Compre na 
Wook
Livro (aqui)
Bertrand
Livro (Aqui)
Goodreads: 3,83✮ (aqui)

Sinopse
Quando a verdade é demasiado cruel, a mentira é a melhor saída.

Depois do seu pai e da sua mãe terem acabado com as próprias vidas de maneira muito parecida, em dois suicídios brutais e com intervalo de apenas alguns meses, Anna está a tentar virar a página do passado trágico da sua família e recomeçar a sua vida. 
O novo namorado e o filho vieram para trazer à Anna alguns sorrisos no meio do caos. Mas, mesmo com todo o seu esforço para superar os seus traumas e se entregar aos novos começos, o seu passado de repente volta à tona trazendo ainda mais dor e devastação.
No primeiro aniversário da morte da sua mãe, Anna recebe um bilhete anónimo e perturbador: Suicídio? Pensa melhor. Será possível que alguém poderia ser cruel ao ponto de fazer uma brincadeira dessas? Ou de facto existe algo por trás do suposto suicídio de seus pais? 

No fundo, Anna nunca entendeu como eles tinham sido capazes de tirar as suas próprias vidas de maneira tão cruel.
Deixa-me Mentir tem o ritmo lancinante que é a marca de Clare Mackintosh. Carregado de reviravoltas, deixa qualquer um em estado de choque da primeira à última página.

Criticas da Impressa
«Ninguém escreve um thriller como Clare Mackintosh.»
Paula Hawkins

«Devorei cada página.»
Jill Mansell

«Absolutamente BRILHANTE… É o melhor livro de Clare Mackintosh.»
Marian Keyes

«Um grande triunfo.»
Fiona Barton

«Tão inteligente. Totalmente absorvente e original.»
Sabine Durrant


Sobre a Autora
Clare Mackintosh trabalhou doze anos na polícia, alguns deles, inclusive, no Departamento de Investigação Criminal. Em 2011, deixou a carreira na polícia para ser jornalista freelancer, escrevendo para publicações como o jornal The Guardian. Criadora do festival literário de Chipping Norton, atualmente dedica-se em tempo integral à carreira de escritora e vive em Cotswolds, na Inglaterra, com o marido e seus três filhos.
O seu livro de estreia, tornou-se best-seller do The Sunday Times e do The New York Times. Deixa-me Mentir é o terceiro livro da autora.



A Minha Opinião
Eu já andava de olho nos livros da Clare Mackintosh, que vi na biblioteca, mas este acabou por ser a minha estreia com a autora. 
Esta história é nos contada em 3 pontos de vista. Primeiro temos a Anna, uma jovem mãe que é orfã de pai e mãe porque ambos se suicidaram no mesmo sítio. O aniversário da morte da mãe aproxima-se e ela está a ficar ansiosa, e no dia recebe uma mensagem na caixa do correio a dizer "Suicídio? Pensa melhor". Anna fica logo alerta metendo na cabeça que os pais foram assassinados e vai à polícia, sendo atendida por Murray, um ex-polícia que trabalha lá como civil, mas que se interessa muito sobre o caso. 
O segundo ponto de vista é o de Murray, um ex-inspetor que se reformou, mas não conseguiu afastar-se, muito também à sua vida pessoal não ser o mais normal possível. A sua esposa tem uma doença mental que o deixa constantemente em sobressalto, mas acaba por ser ela a incentivá-lo e ajudá-lo a resolver o mistério dos pais da Anna. 
O terceiro e último ponto de vista não nos é dito de quem é, vamos tendo vislumbres, mas até ao fim tudo um mistério- 

O que eu achei?
Gostei, mas não amei, principalmente porque não tem muita ação e vivemos muito enredados na vida da Anna e do Murray e não tanto no mistério propriamente dito. Arrisco-me até a dizer que até metade do livro custa um bocado ler, todavia a parte final é muito mais dinâmica e cativante, e aí sim, eu li sem conseguir parar e só descansei quando terminei. 
Outra coisa que gostei foi que a autora consegue baralhar-nos a mente várias vezes e nada é realmente o que parece, e isso foi bom, haver tantos twists e tanta surpresa fez com que aquelas últimas páginas fossem devoradas. 
Uma das coisas que não me caiu bem, foi o que poderemos chamar de epílogo, acho que já foi navegar um bocadinho na maionese, porque é muita fantasia para minha cabeça. 

Quanto às personagens, gostei das principais, mas dei por mim a duvidar de todas as pessoal à volta da Anna, todos me pareciam culpados. Contudo não senti propriamente uma empatia com a Anna nem com o Murray, gostei deles, achei personagens interessantes, mas não houve uma ligação entre nós. 

Em suma, de uma maneira geral, gostei, foi uma boa leitura, só que não me arrebatou completamente, ou pelo menos durante muito tempo, só o final é que me deixou WOW. Contudo é um livro que eu recomendo para quem gosta de thrillers ou para quem quer começar a ler este género, acho que é um bom ponto de partida. 

Classificação

Edições Pelo Mundo Fora

Leitura com Apoio

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Já leram este livro, ou outro da autora? 
Deixem tudo nos comentários e até ao próximo post!
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Opinião Literária: Nora Roberts - Último Amor

Último Amor
(Trilogia Hotel das Recordações #2)
de Nora Roberts 
Título Original: The Last Boyfriend
ISBN: 9789897102677
Edição ou reimpressão: 11-2016
Editor: Edições Chá das Cinco
Páginas: 320
Coleção: Trilogia Hotel das Recordações
Género: Romance
Compre na 
Wook
Livro (aqui)
Livro de Bolso (aqui)
Bertrand
Livro (Aqui)
Livro de Bolso (aqui)
Goodreads: 4,07✮ (aqui)

Sinopse:
Owen é o gestor do clã Montgomery e dirige o negócio de família com uma mão de ferro e uma folha de cálculo inflexível. E embora os seus irmãos passem a vida a repreendê-lo pela gestão obsessiva, a verdade é que o Hotel Boonsboro está prestes a ser inaugurado na data prevista. A única coisa que não foi planeada por Owen chama-se… Avery MacTavish. A popular pizaria de Avery é mesmo do outro lado da rua, o que lhe permite ser testemunha da fantástica renovação do hotel - e apreciar o trabalho admirável de Owen. O facto de ele ter sido o seu primeiro namorado na adolescência só torna a situação mais interessante. Sem saber como, sente uma nova atração nada inocente a despertar por ele. 

À medida que Avery e Owen iniciam um novo patamar na sua relação, a inauguração do hotel é pretexto para toda a cidade entrar em celebração. Mas o trabalho de Owen está longe de terminado. Avery tão cedo não irá baixar a guarda, nem perceber que o seu primeiro amor poderá bem ser o último…


A Minha Opinião
Mal eu acabei o primeiro livro da série, vou entregar na biblioteca e dou de caras com este, só pode ser destino, mas depois fiquei sem tempo e já o entreguei e voltei a requisitar. 

Neste livro temos a Avery, que conhecemos no livro anterior, BFF da Clare, e dona da pizaria em frente do hotel. Ela é despachada, trabalhadora e com visão para o negócio, contudo consegue ser desorganizada e impulsiva, o contrário de Owen, que tem tudo planeado ao milímetro e que não gosta nada que as coisas saiam do seu controlo, seja no trabalho, seja na sua vida particular.
Eles conhecem-se desde sempre, e até foram namorados quando eram crianças, e Avery, apesar de todos os rapazes que passaram na vida dela, sempre teve um fraquinho por Owen.

Uma das coisas que mais gostei neste livro foi a familiaridade deles. Conhecem-se desde sempre, foram namorados em crianças, é tudo tão fofo e ao mesmo tempo sonhador. Claro que pode acontecer, é difícil, mas de certo modo o livro leva-nos a pensar que talvez o amor da nossa vida possa estar mesmo ao nosso lado e nem damos por isso.

Eu acho que eles se complementam um ao outro. Ela acaba por trazer a imprevisibilidade à vida dele, e isso acaba por o assustar, do mesmo modo que ele trás a organização à dela. Mas de certa forma ela só precisa de alguém que goste realmente dela. Não que não tenha amigos e família, mas em alguns momentos ela tem problemas em confiar, em perceber que está ali alguém para ela independentemente de tudo. E por outro lado Owen tem dificuldades em lidar com isso, porque ele tenta aproximar-se, estar ali para ela e muitas vezes ela afasta-o.

Uma coisa que eu gosto nos livros da Nora é que ela consegue sempre trazer algo diferente, mas com a mesma formula. Aqui temos uma empresa de construção, e ela detalha, noutra série temos uma empresa de casamentos, ela detalha novamente tudo ao pormenor. Óbvio que ela deve ter consultores, mas consegue com todos os detalhes transportar o leitor para dentro daquele mundo e isso é fantástico, mesmo que algumas vezes consiga ser desgastante com tanto pormenor que não é relevante.

Em suma, para os fãs de romance e dos livros da Nora Roberts, eu super recomendo que leiam este livro, e que embarquem neste romance, cheio de amizade, fofura, que derrete o nosso coração.


Classificação

Outras Capas

Opinião de Outros Livros da Série
Nota: Ao clicar nesta imagem será dirigido para as diversas opiniões de outros livros da série. Estará sempre atualizado, fazendo com que possa haver mais livros do que os que aparecem na imagem.
Para ver todos os livros da Autora com opinião no blogue carregue aqui.


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