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Opinião Literária: Laura Kinsale - O Príncipe da Meia-noite

O Príncipe da Meia-Noite
de Laura Kinsale 
Título Original: The Prince of Midnight
ISBN: 9789892343822
Edição ou reimpressão: 01-2019
Editor: Edições Asa
Páginas: 496
Género: Romance
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Bertrand
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Goodreads: 3,80✯ (aqui)

Sinopse:
Lady Leigh Strachan tem sede de vingança. Após o violento massacre da sua família, está determinada a ver sofrer aqueles que lhe destruíram a vida. Mas, para isso, precisa de aprender a disparar uma pistola, a manejar uma espada, a montar um cavalo… e a única pessoa que a poderá ajudar é o lendário Seigneur du Minuit – o Príncipe da Meia-Noite.
Mas, ao encontrá-lo, Lady Leigh depara-se com um cenário inesperado: o outrora ágil e sedutor salteador encontra-se debilitado e a viver num castelo em ruínas com apenas um lobo por companhia. A jovem, porém, não desiste. Pois não acredita na derrota do herói cuja fama ainda corre de boca em boca... e não resiste ao seu olhar, no qual brilha ainda uma chama feroz. 
Conseguirá Leigh despertar o tão amado Príncipe da Meia- -Noite, fazer correr novamente nas suas veias o sangue de um bandido? 
E será isso que ela realmente quer?

Sobre a Autora
Laura Kinsale, autora bestseller do New York Times, é vencedora do prémio Best Book of the Year
da Romance Writers of America, e presença frequente nas listas de nomeados. Após uma breve carreira como geóloga, dedicou-se inteiramente à escrita. Flores da Tempestade, publicado pela ASA, foi eleito pelos leitores da Glamour Magazine e do Washington Post como Uma das Melhores Histórias de Amor de Sempre.
Laura e o marido dividem o seu tempo entre Santa Fé e o Texas.

A Minha Opinião:
  Desde já quero agradecer à editora por me ter disponibilizado o livro.
  Apesar de já ter ouvido falar da autora, esta foi a minha estreia com ela e sem dúvida que foi uma surpresa. Quero ler mais coisas dela, disso não tenho dúvidas.
  O livro conta a história de S.T. e Leigh, ele um salteador exilado em França para proteger o seu pescoço, e ela uma donzela que procura a vingança pela a morte da família. Leigh procura por Seigneur du Minuit, o príncipe da meia-noite, que não passa de uma lenda de uma espécie de Robin dos Bosques, mas ela acredita que se o encontrar conseguirá convencê-lo a ensiná-la a manusear uma espada para matar quem destruiu a sua família. Contudo quando o encontra, fica desiludida, pois ele está longe dos seus tempos de glória e não lhe servirá de nada. Só que ele resolve provar que ela está errada e que a poderá ajudar.
  A história surpreendeu-me logo pelas personagens. Por um lado S.T. é uma espécie de romântico incurável. Ele consegue que as senhoras se derretam aos seus pés, apenas por ser simpático e atencioso, mas no passado acabou sempre por se desgraçar com as que realmente queria, principalmente a última, a mulher que o levou a ter de se exilar. Até com os animais ele tem uma paciência de ouro. O seu animal de estimação é um lobo, que acaba por agir como um cão, que adora S.T., e por quem este faz tudo. O mesmo acontece com os cavalos, ele consegue domá-los e ensinar-lhes imensas coisas, simplesmente porque não tenta apressar nada, age sempre com calma. Do outro lado temos Leigh, que eu apelido de portão de quinta, porque ela é prática e tem a emoção de um objecto inanimado. O S.T. diz-lhe coisas bonitas e ela chama-lhe tolo e que ele vive num mundo de fantasia, o que destrói por dentro. Contudo eu acredito que lá dentro bata um coração, porque apesar de não ser lá muito simpática, ela preocupa-se com o S.T. e tem medo que ele seja apanhado e que vá preso.
  Quando a desenvolvimento de todo o enredo, foi sem dúvida uma surpresa, eu não sabia bem o que esperava que ocorressem, mas tinha umas ideias gerais, que não aconteceram. Constantemente a história se foi alterando, havendo descobertas quanto à morbidez da qual Leigh fugiu. Acho que isso foi o que mais me inervou na história, porque a religião perturbou o equilíbrio da vila e na minha opinião transformou-a numa fantochada, de mulheres submissas e ocas e que espero que não exista na vida real, porque aquilo é uma estupidez.
  Na minha opinião este livro, apesar de originalmente já ter 29 anos, aborda, na segunda metade da história, um assunto que nunca sai de moda, que é a influência da religião na vida das pessoas, e eu acho que independentemente da desta, as pessoas tem de ter capacidade de reflectir sobre aquilo que lhes é dito e não agir como rôbos. 
  Em suma, eu super recomendo este livro, principalmente a quem gosta de romances de época, mas acima de tudo a quem gosta de histórias diferentes. Com uma escrita fluída, mas sem perder nenhum detalhe, a autora oferece-nos uma história que está longe de ser como tantas outras, tem ação e romance, fala sobre aceitarmos as nossas capacidades e ao mesmo tempo tentar superar-nos, e em paciência e vingança, que é o mote para livro. 
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