Música, Filmes, Livros, um pouco de tudo. Liliana, 20 anos, apaixonada pela sétima arte, toda a música existente, e sonha ter uma biblioteca gigante. Mergulhada constantemente em pipocas no sofá, e escritora nas horas vagas. Contacto: alilianaraquel@gmail.com

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Cinema: Eu, Daniel Blake

Título original: I, Daniel Blake
De: Ken Loach
Com: Dave Johns, Hayley Squires, Sharon Percy
Género: Drama
Classificação: M/12

Sinopse:
Diagnosticado com um grave problema de coração, Daniel Blake (Dave Johns), um viúvo de 59 anos, tem indicação médica para deixar de trabalhar. Mas quando tenta receber os benefícios do Estado que lhe concedam uma forma de subsistência, vê-se enredado numa burocracia injusta e constrangedora.
Apesar do esforço em encontrar um modo de provar a sua incapacidade, parece que ninguém está interessado em admiti-la. Durante uma espera numa repartição da Segurança Social conhece Katie (Hayley Squires), uma mãe solteira de duas crianças a precisar de ajuda urgente, que se mudou recentemente para Newcastle (Inglaterra). Daniel e Katie, dois estranhos cujas voltas da vida os deixaram sem forma de sustento, vêem-se assim obrigados a aceitar ajuda do banco alimentar. E é no meio do desespero que se tornam a única esperança um do outro… (in PÚBLICO)

A Minha Opinião
A razão me que me levou a assistir a este filme foi o um trabalho para a disciplina de Economia Internacional. Provavelmente se não me fosse "imposto" nunca me chamaria a atenção. Por isso a minha crítica vai ser mais extensa, afinal tive de analisar este filme ao promenor.
Citando a minha professora, "gostei do filme, recomendo, mas não viria uma segunda vez", tudo porque não é um filme fácil de se ver, muito pelo contrário.
Conta-nos a história de Daniel, um homem que após ter tido um ataque de coração e estar impossibilitado de trabalhar, vê a sua candidatura à pensão de invalidez recusada.
Primeiro que tudo o questionário que lhe fazem é completamente desadequado ao seu problema, para nem falar na competência da pessoa que o estava a fazer, pois nem de um médico(a) se tratava. Em segundo a burocracia necessária, para tentar o subsídio de desemprego, tinha que ser na internet, e Daniel não percebia nada de computadores, e apenas existia uma linha telefónica para ajudar disléxicos, mas ele não o era. A dificuldade que ele teve para conseguir preencher a porcaria da candidatura enervou-me, será que não se pensa que apesar de estarmos em plena era da tecnologia ainda existem pessoas para quem isso é um bicho de sete cabeças? Provavelmente não...
Outra história entra no filme, a de Katie, uma mãe solteira que não tem emprego, nem dinheiro. Conhecem-se na segurança social, quando esta é escorraçada por não chegar a horas. Numa situação normal compreendia-se, mas no caso dela, nova na cidade por isso perdeu-se, deviam ter no mínimo dito para ela esperar, mas não quando ela se estava a tentar explicar foi convidada a sair, juntamente com Daniel que a tentou defender.
Katie faz tudo pelos filhos e para que nada lhes falte, mesmo que ela nada tenha. Mostrando uma coragem, força, e mesmo que se entregue à vida, é sempre com o pensamento de dar à sua família uma vida melhor.
Eu não quero dar spoilers do filme, mas torna-se complicado, principalmente quando quero dar exemplos para a minha indignação. Sim, a palavra que me definiu a ver este filme, sentada num auditório com os meus colegas foi indignação. Afinal como é que não percebem que o sistema está mal?
Eu sei bem que as coisas funcionam mal em todo lado, e Portugal não é excepção, afinal somos os reis disto! Mas creio que em certas partes até funciona melhor que a Grã Bretanha (estranho não é?), por exemplo, Daniel é sancionado porque não procura ativamente trabalho, ou melhor, porque não o consegue provar. Não tirou uma fotografia ao dar o seu CV, com o seu telemóvel sem câmara, nem se inscreveu no portal de emprego online sem perceber como funciona. Pelo que sei em Portugal, as pessoas têm uma folha onde, quando vão às empresas pedir emprego elas carimbam o dito papel.
Cada vez estamos mais num sistema informático, e esquecemo-nos daqueles que nada percebem de um computador e de internet, e que se vêem obrigados a pedir ou pagar a alguém que lhes faça as coisas, ou simplesmente desistem e ficam jogados à sua sorte.
Tal como disse no inicio, é um filme difícil, que aborda temas que são por norma sensíveis à população, mas é também daqueles filmes que se deve ver uma vez, para nos consciencializarmos do que se passa em nosso redor.

A Minha Classificação:

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